Jornal dos Desportos

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Angolano com boas referências

Rosa Napoleão - 22 de Novembro, 2013

Manuel Lelo navega com competência no mar de Omã e conquista simpatias de treinadores

Fotografia: Jornal dos Desportos

 Antes, o internacional angolano atingiu 59 pontos na primeira prova e 63 pontos na segunda. A pontuação permitiu ao angolano ocupar a 61ª e 62ª posição nos dois primeiros dias.

Ontem, Manuel Lelo enfrentou o líder da competição no arranque e teve boas referências. O primeiro classificado, o britânico Nick Thompson, não resistiu à pressão do angolano, que conseguiu evitar um BFD, e foi desclassificado. Colado na linha de frente junto dos melhores do mundo, Manuel Lelo não resistiu à pressão do vento que subia de intensidade, fruto do pouco peso, e foi arredado aos poucos, terminando na 50ª posição. Até amanhã, Manuel Lelo vai procurar chegar numa posição inédita, apesar de enfrentar dificuldades.

A delegação angolana recebe diariamente boas referências do atleta junto de treinadores e de membros de júri. A técnica e a capacidade de Manuel Lelo convenceram alguns especialistas que remeteram o convite e propostas para participar em treinos e estágios, após o mundial.

A delegação angolana recebeu convite para os melhores atletas de Laser 4.7 e Laser Radial estarem presentes na semana de treino e na regata internacional Mussanah International Race Week, que vai realizar-se em Março do próximo ano, em Omã e no campeonato africano de Laser 4.7, na Argélia, no início de Maio de 2014.

No segundo dia, Manuel Lelo enfrentou vento fraco e mar-chão, condições semelhantes às de Luanda, mas a mudança constante de direcção do vento não lhe permitiu a montagem de campo de regatas. Essa situação levou-o a ocupar lugares abaixo dos 60 primeiros. Stipanovic (Croácia) e Scheidt (Brasil) foram os vencedores de cada uma das frotas, ocupando o 1º e 2º lugares da classificação geral.

O vice-presidente para vela da Federação Angolana dos Desportos Náuticos, Nuno Gomes, disse ao Jornal dos Desportos que Angola tem chamado a atenção do mundo pela forma como Manuel Lelo actua nas competições internacionais.

“Temos recebido elogios, pois Manuel Lelo foi já referenciado pelos olheiros e treinadores internacionais; é de realçar que as pessoas ficam boquiabertos, quando os informamos que Manucho, como também é conhecido, estuda e trabalha durante a semana e dedica-se à vela apenas aos fins-de-semana”, disse.

Os profissionais de Vela em todo o mundo treinam três vezes por dia, de segunda a sábado, com treinadores de elite, ao contrário do atleta angolano, esclareceu Nuno Gomes.

No ranking africano de vela só existe campeonato africano para a classe Optimist, onde Angola colecciona medalhas de bronze e de prata. Na classe Laser, lidera um tunisino que esteve nos Jogos Olímpicos de Londres’2012 e que foi à “medal race” (melhores dez) no evento-teste olímpico de Santander, em Setembro de 2013.