Jornal dos Desportos

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Angolanos disputam regata ao título

Fancisco Carvalho - 13 de Outubro, 2016

Com 96 pontos, basta uma vitória e esperar maus resultados dos líderes.

Fotografia: kindala Manuel

Depois de erguer a medalha de ouro na prova por equipa, Angola pode voltar a fazer história hoje em África. Basta qualquer posição no topo-10 da última regata, que se disputa a partir das 12h00 para Osvaldo da Gama conquistar a medalha de ouro e, concomitantemente, levar o país de Agostinho

Neto a inscrever o nome pela primeira vez como campeã africana de vela, na classe Optmist. Ontem, o velejador angolano voltou a dominar a competição continental, que fez disputar mais três regatas na zona delineada da baía da Ilha de Cabo. Perante o olhar da Secretária de Estado para a política desportiva, Ana Paula Sacramento Neto, Osvaldo da Gama sentiu o efeito do "balão de oxigénio".

A motivação proporcionada pelas entidades do Estado levou a conquistar mais quatro pontos. Agora, o angolano lidera o campeonato africano com 15 pontos. A vitória de Osvaldo da Gama não foi um conto de fadas. A dedicação e o empenho durante as três regatas foi fundamental no momento mais crítico. 

O sul-africano Matt Ashwell apresentou-se mais forte e deu luta até o cair do pano. A boa performance levou-o a subir um lugar da tabela geral. À entrada da sétima regata, era o terceiro classificado da tabela geral. Agora, subiu para o segundo lugar e arredou o angolano Lourenço Simão (61) para terceiro lugar. Matt Ashwell tem 58 pontos.

Hoje, na disputa da última regata, Matt Ashwell vai contar com apertos de quatro angolanos, que buscam lugares no pódio. Osvaldo da Gama tem mil razões para não deixar escapar a primeira consagração africana da carreira. A concentração vai ser total na partida e deve ter maior cuidados na manobra.

No outro extremo, Lourenço Simão deve empenhar-se mais para "resgatar" a medalha de prata africana. O jovem angolano tem a seu favor o conhecimento do espaço marítimo e pode explorá-lo a seu bel-prazer.

O angolano João Luacuti tem a oportunidade de chegar à medalha de prata. O quarto classificado com 53 pontos basta vencer a regata para empurrar o sul-africano fora da tabela. O "herói" da medalha de ouro na prova por equipa, Decáprio Fernandes, também pode ascender ao segundo lugar. Com 96 pontos, basta uma vitória e esperar maus resultados dos líderes.

CLASSE FEMININA
A moçambicana Denise Parruque vai erguer hoje a medalha de ouro do campeonato africano de vela, da classe Optimist. A líder da competição não desarma e ontem voltou a dominar as três regatas. Agora, a "irmã" do Índico soma 113 pontos.

Com a mesma determinação, a sul-africana Chiara Fruet persegue o lugar mais alto do pódio. Ontem, esteve bem e mantém o segundo lugar da tabela feminina, agora, com 135 pontos.

Sem a chama da edição passada, as argelinas são sombras de si mesmas. Ryam Isra Dia pode regressar ao país com a medalha de bronze se mantiver hoje a mesma performance. Os 223 pontos podem ser surripiados.

A angolana Aline Lourenço tem hoje a última oportunidade para chegar às medalhas. Com mais esforço e destreza na leitura do vento, a quarta classificada pode inscrever o seu nome entre as medalhistas. O título é quimera! A competição continental da classe Optimist é disputada por Angola, Argélia, Tanzânia, África do Sul, Ilhas Seychelles, Moçambique e Zimbabwe.