Jornal dos Desportos

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Anncios polticos cada vez mais proibidos

11 de Janeiro, 2020

Nos Jogos Olmpicos de Tquio'2020 no haver espao para manifestaes polticas ou religiosas

Fotografia: Dr

O Comité Olímpico Internacional (COI) e a Comissão de Atletas aprovaram esta quinta-feira última um documento que clarifica a regra 50 da Carta Olímpica, que determina serem proibidas quaisquer manifestações de propaganda política, religiosa ou racial nos Jogos Olímpicos deste ano, que vão ter lugar em Tóquio, Japão.
Para Tóquio\'2020, especifica-se que não há lugar a gestos em lugares de competição, na Aldeia Olímpica, em cerimónias de pódio, na de Abertura ou Encerramento, não podendo haver mensagens políticas, incluindo sinais e pulseiras; fazer gestos com as mãos ou ajoelhar-se ou não seguir o protocolo das cerimónias de pódio.
“É um princípio fundamental que o desporto deve ser neutro e separado da política, religião ou outro tipo de interferência”, diz a missiva do COI, acrescentando ainda que “o foco deve ser a celebração do desempenho dos atletas”.
No Rio\'2016, Feyisa Lilesa foi prata na maratona, cruzando a meta com os punhos cruzados em forma de protesto com o governo da Etiópia.No entanto, a manifestação mais famosa da história remonta ao México\'1968, quando os negros norte-americanos Tommie Smith (campeão olímpico) e John Carlos (terceiro classificado) cerraram e ergueram os punhos, olhando para o chão para sensibilizar o mundo para o “Black Power”, depois de a África do Sul ter sido convidada a participar e a maioria dos países do continente africano ter ameaçado fazer boicote à edição.
A reunião entre Comité Olímpico Internacional (COI) e representante de atletas abordou ainda as regra 40, que restringe os participantes a promover os seus patrocinadores durante os Jogos de Tóquio\'2020.