Jornal dos Desportos

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Antigo campeo quer mais vitalidade no tnis

18 de Novembro, 2014

Gustavo Kuerten, que esteve em Londres para acompanhar as Finais da ATP

O brasileiro Gustavo Kuerten, que esteve em Londres para acompanhar as Finais da ATP, afirmou à Agência “Efe” que o Brasil necessita urgentemente de um ídolo e que com o tempo, “o futuro do ténis no país está no investimento e fomento da iniciação de atletas”.“No Brasil, estamos carentes de um grande ídolo e necessitamos urgentemente de um. Temos os meninos das duplas (Bruno Soares e Marcelo Melo), e sobrevivemos um pouquinho com o Bellucci e a Copa Davis, onde obtivemos a maior surpresa do nosso ténis nos últimos três ou cinco anos (ganhar da Espanha em São Paulo)”, lembrou Kuerten.

“Não temos um desenvolvimento da prática de tênis. Os treinadores não são ouvidos e para mim, isso é  pior.Tenho um objectivo de escalonamento de escolas iniciais de ténis no Brasil. Temos 17 e nosso objectivo é chegar até às 150 ou 200, e isso pode servir para transformar o ténis”, disse Kuerten.“O Brasil é um país continental e as pessoas não são encontradas com facilidade. O conhecimento não corre e nem se dissemina com naturalidade, é preciso detalhar tudo. Culturalmente, o ténis desfavorece, nós gostamos de algo mais colectivo, estar em grupo, com diversão”, assinalou.

“Se não houver um grande empenho  por parte da federação, a única que tem as condições, inclusive financeiras para desenvolver tudo isto, sou eu, e assim pode ser muito complicado”, explicou. “Hoje em dia é um de nossos desafios. Fazemos uma competição para tenistas em cadeira de rodas em dez dias, para juvenis, e de alguma forma há uma relação inicial com o tênis”