Jornal dos Desportos

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Aprilia estreia moto de 2016

26 de Fevereiro, 2016

Aprilia ficou de fora da segunda série de testes colectivos da pré-época

Fotografia: AFP

A Aprilia colocou na pista a nova versão da RS-GP, depois de ficar de fora da segunda série de testes da  pré-época de 2016 da MotoGP. A equipa de Noale concluiu uma séria de três dias de testes privados no Qatar, palco do último exercício colectivo e também do primeiro GP do ano.

Com Álvaro Bautista e Stefan Bradl, a Aprilia fez o primeiro grande teste da RS-GP, uma moto completamente nova construída com base nos dados colectados pela moto laboratório do ano passado. Apesar de ser apenas o primeiro contacto dos pilotos com a nova moto, o clima em Losail foi de optimismo.

Chefe da divisão desportiva da Aprilia, Romano Albesiano, afirmou que a equipa leva para casa alguns problemas que precisam ser solucionados, mas confiante de que a performance da RS-GP é “um pouco melhor que a da moto de 2015”.

Na sua avaliação, Albesiano assegurou que "Álvaro e Stefan começaram a conhecer a nova Aprilia RS-GP no Catar, depois do shakedown com os pilotos de teste em Aragão”. Durante os três dias, a equipa teve "trabalho muito intenso e positivo".


Em declarações à imprensa, o responsável disse que estão a levar para casa "muitas informações e alguns crescentes problemas". Contudo, têm a confirmação de que "a performance dinâmica da nova moto é um pouco melhor do que a do ano passado".

Albesiano realçou que têm "um importante caminho de desenvolvimento pela frente que vai ser acelerado necessariamente", pois está confiante "de que esta vai ser uma época de crescimento em direcção a um nível decididamente interessante".

O chefe da equipa, Fausto Gresini, avaliou que a RS-GP parece ter começado bem, mas a Aprilia ainda tem um longo caminho de desenvolvimento.
“Ouvir os comentários positivos dos nossos pilotos, depois dos primeiros quilómetros pilotados na nova moto foi empolgante. A RS-GP parece ter começado com o pé direito”, opinou.

Gresini comentou que Álvaro e Stefan notaram melhoria na performance dinâmica em comparação com a moto de 2015. Agora, a equipa tem um grande cronograma de desenvolvimento pela frente.

"Sabemos que estamos a começar com uma base extremamente sólida”, assegurou.

Álvaro Bautista, titular da equipa, manteve o clima de animação, mas ressaltou que foi apenas o início dos trabalhos com a nova RS-GP.

O piloto espanhol disse que, nos três dias de testes, exploraram a nova moto e trabalharam muito com sessões curtas. Por ser a primeira sessão de testes real com a RS-GP de 2016, reconhece que não estão a 100 por cento, mas têm "um ponto de partida muito bom".

Comparativamente ao fim da época 2015, Bautista disse que "o nível é similar", com a diferença de que estão no início. Revestido de ânimo, realçou que a equipa tem "muita margem para melhorar", enquanto a moto antiga estava no limite.

“Precisamos trabalhar em muitas coisas, mas estou satisfeito com o trabalho que a Aprilia fez. Nos próximos testes, espero que possamos criar as fundações para a nova época”, frisou.

Companheiro do espanhol, Bradl falou numa primeira impressão positiva e garantiu que a Aprilia começou o novo projecto com o pé direito.

“O teste foi importante, uma vez que foi o primeiro contacto com a nova moto. As primeiras impressões são boas. Vejo uma clara diferença em comparação com a moto antiga e estamos a ir na direcção certa”, contou.

Bradl assegurou que tem "um bom feeling" de momento. Apesar de ter um longo caminho, reconheceu que a equipa está satisfeita.

“Isso é esperado no início. Este é um projecto completamente novo e decididamente exigente, mas podemos dizer verdadeiramente que começamos com o pé direito”, encerrou

A Aprilia RS-GP volta à pista no próximo dia 2 de Março, quando começar a terceira e última série de testes da pré-época 2016, em Losail, no Qatar.


ROTAÇÕES DO MOTOR
KTM acusa Honda de exceder limite de velocidade


O Mundial de Motociclismo está cheio de surpresas e polémicas. Na MotoGP, mais uma polémica surgiu longe da exclusividade. Pit Beirer, director desportivo da KTM, acusou a Honda de exceder o limite de rotações nos seus motores na época 2015. Beirer afirmou que as NSF250RW atingiam pontualmente 13.600 RPM, enquanto o regulamento determina um máximo de 13.500 RPM.

Em entrevista à publicação alemã ‘Speedweek’, Pit Beirer assegurou que as motos da Honda superavam o limite regulamentar especialmente na quinta e sexta margem. A KTM acreditava na rectidão da Honda, segundo o director desportivo. As dúvidas em relação ao campeonato passado surgiram, recentemente, após alguns pilotos, que anteriormente conduziram a Honda, se queixarem da performance da RC250GP.

“Sim, é um facto que a Honda ultrapassou os limites. Agora, temos alguns pilotos na Moto3 que mudaram da Honda para a KTM e, quando subiram pela primeira vez na nossa moto, se queixaram que o nosso limitador de velocidade opera de modo tão inflexível", disse.

Beirer disse que quando o limitador de velocidade atinge 13.500 RPM, os pilotos constataram que "pára abruptamente".

"Isso era muito mais confortável com os motores Honda, onde ouviam o motor a ser accionado gentilmente e a aumentar o limite de rotações”, contou.

O dirigente afirma que avaliou a performance da Honda e concluiu que as motos japonesas podem chegar às 13.600 RPM.

“Estudamos detalhadamente a telemetria da Honda e vimos que, repetidamente, em quinta e sexta, podem alcançar as 13.600 RPM na recta. Alguns pilotos nos sugeriram que copiássemos esse sistema, mas isso seria enganar os outros, seria um absurdo. Se existe um limite de rotações, deve ser respeitado”, acusou.

Desde o início da era da Moto3, em 2012, a KTM foi a fabricante mais bem sucedida. Conquistou o Mundial de Construtores três anos consecutivos: 2012, 2013 e 2014. No ano passado, os austríacos foram derrotados pela Honda por uma diferença de 70 pontos.

Na disputa entre os pilotos, a KTM venceu com Sandro Cortese e Maverick Viñales nos dois primeiros anos, mas foi derrotada nas últimas duas épocas. Primeiro por Álex Márquez e, no ano passado, por Danny Kent.

Em 2015, Kent teve uma actuação impressionante na primeira metade da época, mas perdeu a consistência no restante do ano. Miguel Oliveira só fez crescer. No fim das contas, o britânico ficou com o título por uma diferença de seis pontos.

Questionado se as 100 RPM fariam diferença, Beirer ponderou: “Todo o mundo lembra das lutas nas longas rectas no Mundial de Moto3, onde muitas vezes nos questionávamos o que estávamos a fazer de errado ao ver a Honda ultrapassar as nossas KTM. Com uma máquina como a Moto3, 100 RPM a mais pode ser útil. Num campeonato como o da Moto3, em que no ano passado ficamos com 254 pontos contra 260 da Honda, qualquer mínima coisa pode ser crucial”.

A Dorna, promotora do Mundial, e a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) já foram informadas da situação, mas não deram um retorno à KTM, de acordo com Beirer.

Entre os pilotos da grelha de 2015, de acordo com a lista de inscritos divulgada no fim do ano passado, apenas Fabio Quartararo e Andrea Locatelli trocaram a Honda pela KTM. Os dois pilotos vão conduzir pela Kiefer em 2016, a mesma equipa que foi campeã com Kent.


GP DO QATAR
Chefe da Ducati
descarta Stoner


Gigi Dall’Igna voltou a jogar um balde de água fria nos fãs de Casey Stoner. Durante o lançamento da GP16, o chefe da Ducati Corse afirmou que é “improvável” que o australiano dispute o Grande Prémio do Qatar, a primeira prova da época 2016 da MotoGP.

Desde que a fábrica de Borgo Panigale anunciou o regresso do bicampeão à equipa, os fãs torcem para ver o número 27 na pista. Apesar de Stoner já ter negado diversas vezes que planeia voltar a correr, a lesão de Danilo Petrucci, que fracturou a mão direita numa queda em Phillip Island, recomeçou os rumores.

O piloto da Pramac já foi descartado para a terceira e final série de testes da pré-época, mas garante que vai estar na grelha de largada da prova de Losail.

Indagado pelo site italiano ‘GPOne’ sobre a possibilidade de Casey vestir o uniforme da Pramac e substituir Petrucci na abertura do Mundial, Dall’Igna disse que não descarta a possibilidade por completo, mas vê a presença do australiano como improvável.

“A principio, não excluo nada, mas acho improvável. Se fosse o Casey, não faria isso”, disse.

Na visão do chefe da Ducati Corse, a condição física de Stoner não permitiria que suportasse um fim de semana completo de corrida.

“Fisicamente, não está pronto para um fim de semana completo. Hoje, o trabalho dele não é correr; está a aprender uma profissão diferente da que exercia até aqui”, defendeu.

Perante a insistência, o responsável questionou: "porque teria de pensar num wild-card em Losail?". Gigi Dall’Igna ressaltou que a equipa está concentrada e vão continuar concentrados no acerto da moto.


NA DUCATI
Dovizioso está empolgado com início da época


A Ducati vai para a época 2016 da MotoGP cercada de optimismo. Na última terça-feira, durante a apresentação da nova Desmosedici, Andrea Dovizioso disse estar empolgado e avaliou que a fábrica de Bolonha tem tudo que precisa para traçar metas ambiciosas.

A Ducati é vista como uma das favoritas nesse início do ano, uma vez que é a fábrica com mais experiência com a Magneti Marelli, fábrica do software único que vai ser utilizado na classe rainha a partir deste ano.

“Estou realmente empolgado com o campeonato de 2016, porque temos uma importante época pela frente”, disse Dovizioso.

O piloto está há quatro anos na Ducati e acredita que tem tudo que precisa para augurar altos resultados, especialmente depois de todo o trabalho que fizeram ao longo do inverno.

Às vésperas do último teste da pré-época, que começa no próximo dia 2 de Março, em Losail, no Qatar, Andrea afirmou que a Ducati precisa adaptar-se melhor aos pneus Michelin, mas frisou que está bastante optimista.

“Encontrei um bom feeling com a Desmosedici GP imediatamente e posso ver os aspectos positivos da nova moto”, contou.

O italiano assegurou que precisam de um pouco mais de tempo para se adaptarem completamente aos pneus Michelin, mas o feeling inicial é muito bom.

IANNONE QUER MELHORAR
Quinto colocado no Mundial 2015, Andrea Iannone abre a temporada da MotoGP de olho em melhorar o resultado do ano passado. Italiano elogiou performance da Ducati e avaliou que a Desmosedici GP será uma moto competitiva.

Andrea Iannone seguiu o embalo da Ducati e mostrou-se confiante para a época 2016. Quinto classificado no Campeonato Mundial de 2015, o italiano abre o ano disposto a melhorar o resultado anterior e aposta que vai ter em mãos uma máquina capaz de ajudá-lo nesta missão. Durante a apresentação da nova Desmosedici GP, Iannone lembrou a sua passagem pela Pramac e afirmou que vai dar o seu máximo para melhorar em relação à actuação do ano passado.