Jornal dos Desportos

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Modalidades

Arena do Namibe ganha forma

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 13 de Março, 2013

Mais de centena e meia de trabalhadores ergue o pavilhão do Namibe

Fotografia: Rogério Tuti

Homens e máquinas trabalham sem tréguas na conclusão do pavilhão multiuso para o campeonato do mundo de hóquei em patins que Angola alberga, de 20 a 28 de Setembro, em Luanda e no Namibe.

A movimentação é grande no Namibe, no local adjacente ao velho aeródromo “Porco Russo”, nas imediações do bairro com maior aglomerado populacional - 5 de Abril. Centena e meia de trabalhadores, na sua maioria angolanos, está empenhada e arregaça as mangas para que a empreitada seja entregue ao proprietário no dia D.

As movimentações de homens e de máquinas estão a acontecer de igual modo nas infra-estruturas hoteleiras.

O encarregado de obras, engenheiro André da Costa, garantiu ao Jornal dos Desportos que as estruturas físicas do pavilhão multiuso são entregues a tempo e horas para que se façam os testes necessários. Aos aficionados da modalidade e aos munícipes, o responsável pediu para que ficassem “descansados”, uma vez que “as obras estão entregues em boas mãos”. Os trabalhos decorrem sem constrangimentos.

André da Costa revelou que 70 empregados estão ligados aos trabalhos da estrutura e o restante empenhado nos afazeres ligados à alvenaria, no fabrico de blocos e na aplicação de reboque. Uma equipa de quatro canalizadores e seis electricistas está também mobilizada.

André da Costa referiu também os avanços dados pelo governo provincial no que tange à água e à iluminação pública nos arredores do edifício em construção. O empreiteiro elogiou o governo local: “Já se nota do lado de fora do edifício o abastecimento de água”.

No aspecto técnico, as instalações também começam a ganhar forma. Os pisos estão em fase de acabamento. No menos um, 95 por cento das paredes estão levantadas, das quais 50 por cento rebocadas, faltando a pintura.

A nível da instalação técnica, os caminhos de cabos estão lançados, faltando a colocação de calhas.


MATERIAL
Estrutura metálica entra em acção


A estrutura metálica da Arena do Namibe começa a ser instalada este mês e é concluída no início de Junho, um mês antes da data prevista para a entrega da empreitada. A informação é do encarregado de obra, André da Costa.

O empreiteiro garantiu não haver problemas de materiais, porquanto o projecto “foi pensado e assegurada toda a questão de aprovisionamento”.
André da Costa admite haver eventualmente qualquer constrangimento na questão dos transportes, por serem “coisas com algum volume” e que também estão dependentes de outras instituições, como transitários, portos e toda a logística que faz chegar o material ao Namibe.

Para os lotes de bancadas, o empreiteiro esclareceu que parte das peças chegou em óptimo estado. O fabricante fixou os pontos que permitem a redução da vibração das bancadas, reduzindo o trabalho dos especialistas locais. A montagem dessas peças aguarda o plano de execução definido.
“É um sistema pré-fabricado, são bancadas que têm um comprimento de sete metros e meio e são expostas à montagem de baixo para cima, de forma a permitir que umas encaixem nas outras como se fosse um eco”, disse André da Costa.

O responsável aclarou que “é um sistema que está pensado desde o início para acelerar o prazo da execução da obra”. Do trabalho feito, 15 por cento está concluído, o que deixa a equipa de trabalho “satisfeita”.

Nas bancadas, cada cadeira ocupa um espaço de 40 centímetros, que permite a passagem mais confortável, à semelhança dos estádios de futebol. Outro lote de material da bancada para concluir os 50 por cento aguarda descarga no Porto do Namibe.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO


MUNDIAL’2013
Huilanos confiantes
no “cinco” nacional

Os aficionados do hóquei em patins na Huíla acreditam num sucesso brilhante da Selecção Nacional no 41º Campeonato do Mundo a realizar-se de 20 a 28 de Setembro próximo, nas cidades de Luanda e do Namibe.

O presidente de direcção do Sporting Clube do Lubango, Rui Humberto Teles, afirmou que o “cinco” inicial pode chegar aos quartos-de-final, o que seria uma fase “muito boa”.

“Não podemos sonhar e elevar muito a fasquia como se fez no futebol. Temos de ser humildes e acima de tudo saber qual é o nosso valor no mundo, porque há quatro ou cinco selecções muito fortes”, sentenciou.

O coordenador técnico da Associação de Patinagem da Huíla, Nelo Torres, disse ao Jornal dos Desportos que está esperançado no sucesso da Selecção Nacional no Mundial. Torres ressaltou que o trabalho do seleccionador nacional Orlando Graça a desenvolver no grupo vai permitir dotar os atletas de elevado nível competitivo até à altura da competição.

“Ficámos com a impressão de que a preparação está a decorrer bem. O torneio de Vindima serviu de antecâmara e preparação para o Mundial. Foi uma participação salutar, porque Angola conquistou o primeiro lugar do torneio”, afirmou.

Nelo Torres sustentou que o torneio de Montreux vem reforçar a preparação do “cinco” nacional e augura “boa figura” na Taça das Nações.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO


INFRA-ESTRUTURAS
Falta de manutenção
inquieta Rui Teles


O presidente de direcção do Sporting Clube do Lubango, Rui Humberto Teles, manifestou na cidade do Lubango a sua inquietação quanto à preservação das infra-estruturas em construção para albergar o campeonato do Mundo de hóquei em patins.

Rui Humberto Teles lamentou o destino dado aos pavilhões que albergaram o Afrobasket’2007 e o CAN de andebol’2008 e teme que o mesmo aconteça com os pavilhões em construção em Luanda e no Namibe.

“É muito investimento feito pelo Estado angolano e é de lamentar se não formos capazes de dar continuidade à sua preservação”, disse.
Rui Teles socorreu-se do pavilhão multiuso da Nossa Senhora do Monte para justificar a necessidade da manutenção corrente das infra-estruturas desportivas. Com seis anos de existência, o empreendimento filtra água da chuva em quase todos os lados.

O dirigente afirmou que “não é admissível” que em tão-pouco tempo o pavilhão, que custou tanto dinheiro aos cofres do Estado, esteja em condições péssimas. Quando faltam sete meses para o país acolher o Mundial, a crença no desenvolvimento da modalidade é grande. O responsável disse que a massificação  vai ganhar contornos elevados com a realização do Mundial em Angola.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO