Jornal dos Desportos

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Armstrong pede transparência

13 de Novembro, 2013

Ex-ciclista está disposto a participar com transparência de novas investigações

Fotografia: AFP

Lance Armstrong afirmou na passada segunda-feira, que está disposto a participar de novas investigações sobre doping no ciclismo com 100 por cento de transparência e honestidade. O ex-ciclista, contudo, pediu tratamento igual entre todos os atletas, envolvidos nos diversos casos de doping do desporto.“Se toda a gente levar pena de morte, então eu aceito a pena de morte. Se todos receberem um passe livre, fico feliz com um passe livre. Se todos apanharem seis meses, então eu levo os seis meses”, disse o norte-americano, em entrevista à emissora britânica “BBC”.

O ex-ciclista foi banido do desporto por tempo indeterminado, após ser acusado de liderar “o mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping no desporto alguma vez visto”, de acordo com a descrição da Agência Antidoping dos Estados Unidos. A punição, com base em diversos testemunhos de um extenso relatório preparado pela Agência, acabou por ser corroborada meses depois pelo próprio Armstrong, em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey. Em consequência, o ex-ciclista teve cassado os sete títulos da tradicional Volta à França e a medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de 2000.

Além dos títulos, Armstrong também deve ter perdido milhões em processos judiciais e contratos cancelados com patrocinadores. “Eu estou a viver uma perda massiva, perda de muito dinheiro, enquanto outros estão a capitalizar com esta história”, reclamou o norte-americano. É por esta razão que o ex-atleta pretende participar de uma nova investigação sobre doping no ciclismo, que envolvam outros casos semelhantes. De acordo com a “BBC”, Armstrong estava disposto a fazer o que estiver ao seu alcance para “encerrar este capítulo e dar um passo adiante” à sua vida.

Uma profunda investigação deve levar a uma revisão geral dos últimos resultados do ciclismo, segundo os objetivos do novo presidente da União Ciclística Internacional (UCI), Brian Cookson. O dirigente pretende formar uma comissão independente para tentar descobrir quantos casos de doping houve no desporto.

Brasileiro pára
Volta ao Mundo


O brasileiro Denizart Simões pretende bater o recorde da maior distância, percorrida em bicicleta em torno do mundo, encontra-se parado na Nova Zelândia devido ao custo de vida, informaram esta terça-feira os 'media' locais.O problema do ciclista brasileiro não é mecânico, mas é antes  o elevado custo de vida do país, de acordo com  a cadeia neozelandesa TVNZ.

“A Nova Zelândia é mais cara do que a Noruega”, afirmou o ciclista que pretende bater o recorde fixado pelo alemão Heinz Stuck , com mais de 600 mil quilómetros percorridos em bicicleta em torno do mundo, detém o recorde do Guinness nessa categoria.Denizart Simões, um mecânico de 50 anos, relatou que em Nova Zelândia precisa de cerca de cem dólares (74,6 euros) diários para sobreviver, quando nos países asiáticos que visitou gastava cinco dólares (3,7 euros) por dia.

Depois de pagar o seu bilhete de avião de Singapura para a Nova Zelândia, ao ciclista brasileiro restam cerca de 1.500 dólares (1.119 euros) do dinheiro doado pela brasileira Petrobras para a sua empreitada no país oceânico, onde precisa de 20 dias para acumular os quilómetros necessários, para tentar escrever o seu nome no Guinness, indicou a TVNZ, citada pela Efe.Denizart Simões tem a partida prevista da Nova Zelândia para 2 de Dezembro. A próxima paragem do aventureiro é a Austrália, onde, em muitos aspectos, os custos são mais elevados do que os da Nova Zelândia.