Jornal dos Desportos

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As quatro resistentes

05 de Julho, 2013

As surpresas têm dominado o torneio feminino de Wimbledon em que a alemã Lisicki está entre as favoritas

Fotografia: AFP

Basta um rápido olhar pelo alinhamento das meias-finais femininas de Wimbledon para perceber o torneio até ao momento. Jogadoras do “top 10”? Uma. Apenas Agnieszka Radwanska. As favoritas foram caindo (algumas literalmente...) e fica agora um cenário inédito para Radwanska, Sabine Lisicki, Kirsten Flipkens e Marion Bartoli: ganhar um torneio do Grand Slam.

Num torneio marcado por surpresas (além de Serena, Sharapova e Azarenka também foram eliminadas), Radwanska é a única representante do 'top ten' feminino nas semifinais. Mesmo assim, nem todos a consideram favorita.

Depois da impressionante vitória sobre Williams, Lisicki, que já foi semifinalista em 2011, aparece como a preferida nas casas de apostas inglesas.

Maldição de Fred Perry
A esperança dos adeptos de ver um britânico vencer Wimbledon, 77 anos depois de Fred Perry, manteve-se intacta com o apuramento de Andy Murray para as suas quintas meias-finais consecutivas no Grand Slam londrino.

Afastado dos primeiros lugares do ranking mundial nos últimos meses, o espanhol Verdasco (54.º) mostrou nos dois primeiros parciais o ténis que o levou às meias-finais do Open da Austrália em 2009, mas permitiu a entrada em jogo de Murray, que fechou o terceiro num rápido 6-1.

O equilíbrio tomou conta do encontro, com o segundo cabeça de série a igualar, ao vencer por 6-4, e a forçar o derradeiro set, antes de se impor por 7-5, depois de quebrar o serviço de Verdasco.

“Soube controlar os nervos. No final, tomei o meu tempo, não me precipitei e foi isso que fez a diferença”, disse Murray. Nas meias-finais, fase que não falha pelo quinto ano consecutivo, o finalista de 2012 vai encontrar Jerzy Janowicz, o primeiro polaco da história a apurar-se para as meias-finais de um Grand Slam.