Jornal dos Desportos

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ASA reclama da ZAP aumento do bolo

19 de Maio, 2018

A operadora de televisão ZAP reuniu com os clubes participantes do Unitel Basket 2017-2018 e a Federação Angolana de Basquetebol para se definir o molde de pagamento dos direitos televisivos. A repartição do \"bolo\" está a merecer descontentamento dos clubes considerados pequenos. 

Seis dos dez clubes participantes do Unitel Basket 2017-2018 estão contemplados a receber apenas três por cento cada do valor total estimado em 137,3 milhões de kwanzas. Trata-se de ASA, Marinha de Guerra, Universidade Lusíada, Academia Helmarc, FC Vila Clotilde e Grupo Desportivo Crizgunza. Cada equipa está contemplada com 4,12 milhões de kwanzas.

Na reunião ficou acordado o pagamento tão logo a operadora de televisão ZAP tenha os números das contas bancárias de cada clube. O Sport Libolo e Benfica e o Petro de Luanda recebem 27,5 por cento cada, equivalente a 38 milhões de kwanzas, e o Interclube vai encaixar 20 por cento, estimado em 27 milhões de kwanzas. O 1º de Agosto está fora do \"bolo\" por dispor de um acordo à parte. A FAB vai receber sete por cento, estimado em 9,61 milhões de kwanzas.

Em reacção ao pagamento, o treinador do Atlético Sport Aviação, Carlos Dinis, disse que discorda do valor a receber da ZAP. \"Não estou de acordo\", disse.

Carlos Dinis questiona os critérios de atribuição de valores.

\"Porquê que temos de receber menos dinheiro que o Interclube, se o ASA tem mais campeonatos ganhos que o nosso adversário no ranking nacional?\", questiona.

O treinador da equipa do aeroporto sustentou a posição ao dizer que eliminaram o Interclube nos quartos de final do Unitel Basket 2017-2018, o que faz com que o ASA ainda esteja em acção, contrariamente à equipa da Polícia Nacional.

\"Ainda estamos a jogar as meias-finais da competição nacional. Estamos melhor que o nosso adversário. Isso é uma roubalheira que acontece no nosso desporto. Existe uma diferença abismal na atribuição do dinheiro do primeiro ao último classificado. Creio que deviam favorecer os clubes com menos recursos\", frisou.

Carlos Dinis suspeita que \"qualquer dia, apenas quatro equipas vão jogar o campeonato nacional de basquetebol\". 

Para melhorar as receitas, o treinador garantiu que \"o meu advogado está a tratar disso\" e prometeu recusar as esmolas. \"Não vamos receber estes três por cento\", disse.

Se não houver condescendência, Carlos Dinis prometeu: \"A ZAP não vai passar mais os meus jogos, quando estivermos na condição de anfitriã\", disse.   J. da SILVA