Jornal dos Desportos

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Assembleia-geral satisfaz os associados

Rosa Napoleão - 25 de Fevereiro, 2015

Genivaldo Dias (à esquerda) e Matias Castro anotaram as preocupações das associações

Fotografia: Jornal dos Desportos

As indiferenças nas escolhas de dirigentes para as deslocações internacionais e dos locais para a realização dos campeonatos nacionais dominaram as discussões da Assembleia-geral ordinária da Federação Angolana de Ténis, que decorreu, no último fim de semana, na sala de reuniões do Hotel Celeste, em Luanda.Os representantes das Associações das províncias de Benguela, Lunda Norte e Huíla rebateram que Luanda “é sempre a mais privilegiada” nas saídas internacionais e na realização das provas nacionais durante as épocas desportivas.

O vice-presidente da Federação Angolana de Ténis, João Almeida, explicou que os custos de organização das provas em Luanda são mais reduzidos do que noutras províncias.“Temos de reconhecer que os custos de uma competição nacional em Luanda são mais baratos para a Federação do que nas restantes províncias. As condições técnicas das províncias podem ser as mais elevadas, mas algumas apresentam valores altos nos alojamentos das delegações oficiais e dos atletas”, justificou o dirigente.

O conclave terminou com uma recomendação. Doravante, as Associações provinciais têm a oportunidade de apresentar as candidaturas para a realização de competições nacionais ou internacionais, desde que estas sejam feitas com antecedência.A falta de comunicação entre as Associações vai ter outro dinamismo. Todo o filiado deve informar à Federação os trabalhos desenvolvidos e anunciar as preocupações.

A Assembleia geral aprovou por unanimidade os relatórios e contas das actividades de 2014 da Federação e das Associações provinciais, o orçamento para 2015, assim como outros assuntos inerentes ao bom funcionamento da instituição. O presidente da Mesa de Assembleia geral, António Caetano, coadjuvado por Luzia Lopes, dirigiram a reunião magna que contou com a presença do presidente de direcção Matias Castro, o vice-presidente para a área desportiva, João de Almeida, o secretário-geral, Genivaldo Dias, e o vogal de direcção, Fernando Malangue. Os representantes das Associações das províncias de Benguela, Uíge, Huíla, Namibe, Luanda, Lunda-Norte e Cabinda completaram a lista do encontro.

MASSIFICAÇÃO
Huíla reclama
meios desportivos


A Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla enfrenta dificuldades para levar a bom porto a massificação do ténis no âmbito do programa de desenvolvimento em curso em todo o país. A informação é do presidente da instituição, Juca Fernandes.O responsável associativo assegurou, em Luanda, que há falta de meios desportivos, como raquetas, bolas e infra-estruturas em número desejado para satisfazer a demanda de crianças interessadas à prática da modalidade. A falta desses meios condiciona o surgimento de novos talentos no programa, segundo Juca Fernandes.

O dirigente ressaltou que o ténis é mais visível graças aos "Jogos Abertos", um programa do Governo Provincial da Huíla, que facilita a avaliação das capacidades competitivas dos atletas.A Associação controla 150 crianças dos oito aos 12 anos de idade.                               
MANUEL CARDOSO