Jornal dos Desportos

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Modalidades

Atletas do 1 de Agosto dominam Torneio da Hula

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 05 de Setembro, 2019

Fotografia: Nuno Flash | EDIES NOVEMBRO

Os atiradores do 1º de Agosto dominaram a 5ª contagem do Campeonato Nacional de Tiro aos Pratos em Fosso Olímpico, inserido na 117ª edição das festas de Nossa Senhora do Monte disputada no fim-de-semana, no Complexo de Tiro Desportivo “Paulo Silva”.
 Jorge Perestrelo, atirador do 1º de Agosto, ao totalizar 111+3 pontos, sagrou-se vencedor do torneio, secundado pelo seu colega de equipa Paulo Silva, com 118+2.
Para encontrar o vencedor do torneio, que teve uma final bem disputadíssima até o último prato, a organização foi obrigada a recorrer ao sistema de morte súbita (S.Off) já que os dois atiradores (Jorge Perestrelo e Paulo Silva), encontravam-se empatados por 44 pratos partidos.
 Paulo Guga, outro atirador do 1º de Agosto, contentou-se com o terceiro lugar ao concretizar 120+1 pratos partidos ao longo das cinco séries disputadas na competição.  O atleta Yuri Santos, do clube de tiro e pesca do Lubango, ficou em quarto lugar com 108 pontos.
 Anselmo Neves secretário-geral do Clube de Tiro e Pesca do Lubango, destacou a presença especial do governador provincial da Huíla, Luís da Fonseca Nunes, que deu a honra de fazer os primeiros 25 pratos e que para a organização foi gesto bastante satisfatório.
 Considerou a competição bastante satisfatória, porque registou-se na prova médias muito altas em especial as do atirador Paulo Guga, que conseguiu pela segunda vez bater o recorde do campo e de Angola ao conseguir partir 120 pratos. “Considero no geral as médias muito altas e uma boa prova”, manifestou.
 Acrescentou que este ano não foi tão participativo em número de atiradores, conforme as outras edições face a subida de preços da compra do material.
No final, o vencedor da prova, Jorge Perestrelo, considerou ter sido um torneio bem disputado, onde estiveram os melhores atiradores de Angola. “E é sempre bom vir a casa do campeão Paulo Silva ganhar o torneio”, realçou.
 Paulo Silva disse de ter sido óptimo participar no torneio, pois consegui obter uma média bastante boa que já não conseguia há bastante tempo, ao concretizar 118 e 125 pratos. “Tive em vias de bater o recorde nacional. Mas não consegui. Tive excelentes adversários, sobretudo o Paulo Guga, que esteve muito forte durante toda contagem. Conseguiu acertar 120 e 125. Portanto igualou o recorde nacional que já era meu e dele”, destacou.
   
Tiro aos pratos
Modalidade pode extinguir no país


A subida exorbitante dos preços praticados na aquisição do material, pode levar a extinção do tiro aos pratos, uma modalidade olímpica que já deu glórias ao país em competições internacionais.
Os atiradores participantes na 5ª contagem do Campeonato Nacional de Tiro aos pratos em fosso olímpico, inserido na 117ª edição das festas de Nossa Senhora do Monte disputada no fim-de-semana, no Complexo de Tiro Desportivo “Paulo Silva”, apontam o custo da compra dos pratos e cartuchos como sendo uma das dificuldades.
Anselmo Neves, secretário-geral do Clube de Tiro e Pesca do Lubango, disse que este ano o torneio inserido nas festas de Nossa Senhora do Monte e pontuável para a 5ª prova no nacional da modalidade, não foi tão participativa comparativamente as edições anteriores, devido a actual conjuntura económica financeira do país.
 Anselmo Neves afirmou, que o tiro é um desporto oneroso e conta também com poucos apoios por parte da federação angolana da modalidade.
“Mas isso é algo que temos estado a reunir, a ver se conseguimos minimizar o custo da prova em si. Praticar tiro nestas condições é muito difícil e na verdade podem reparar que cada vez mais temos menos atiradores, porque o custo da modalidade está cada vez mais elevado, sem contar que os pratos e cartuchos têm que ser importados”, citou.
 Para reduzir este défice, apontou Anselmo Neves, os atiradores têm estado a fazer um esforço adicional, para que o Clube de Tiro e Pesca do Lubango, ao invés de recorrer aos actuais fornecedores locais, faça por as suas próprias importações do referido material no exterior do país. “E acreditamos que com isso, vamos conseguir minimizar ou reduzir o máximo os preços e causar aqui um maior impacto na modalidade com maior aderência”, frisou.
O atirador Paulo Silva, campeão nacional de tiro aos pratos em fosso olímpico, disse estar bastante apreensivo com o futuro da modalidade, porque os praticantes são cada vez menos.
 “Os preços dos cartuchos e pratos estão proibitivos. E se não forem os patrocínios que uma pessoa vai conseguindo, o tiro tem tendência de acabar. O exemplo disso, é este torneio inserido nas festas de Nossa Senhora do Monte, que tem sido um evento com quase 40 atiradores, mas desta vez ficou um pouco aquém daquilo que se estava a espera em termos de participação de 29 atletas no total”, lamentou.
         Gaudêncio Hamelay, no Lubango