Jornal dos Desportos

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Atletas para seguir no Rio

07 de Agosto, 2016

Bolt e Phelps são atletas mediáticos e carregam um favoritismo forte na conquista do ouro

Fotografia: AFP

Com a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos a ter lugar esta sexta-feira, o jornal inglês 'The Guadian' elegeu os atletas que não deve perder de vista durante os jogos no Brasil.

No atletismo, natural destaque para Usain Bolt, que tenta o feito o inédito de vencer a sua terceira medalha de ouro consecutiva na prova rainha dos Jogos, os 100 metros. Na vertente feminina natural destaque para a holandesa Dafne Schippers que procura vencer a prova dos 200m, onde terá como adversárias Flo-Jo e Marion Jones.

Na prova da Natação, expectativa para o que poderá fazer o ultra campeão Michael Phelps. O nadador de 31 anos tem o impressionante pecúlio de 18 medalhas olímpicas nos jogos e vai à procura de quebrar mais recordes. Serão os primeiros jogos, depois do atleta ter sido recebido tratamentos devido a uma depressão.

No ciclismo, a prova tem características bem diferentes de uma grande volta. No prova de estrada, o campeão do Tour Chris Froome nem é dos principais favoritos. Peter Sagan, actual campeão mundial de estrada, vai ter tentar juntar o ouro olímpico ao título mundial.
Na ginástica, a publicação britânica destaca Simone Biles e não é para a menos. A norte-americana venceu três campeonatos do mundo consecutivos e é uma aposta forte para as medalhas. Já foi descrita com a 'Le Bron' da ginástica.

Nos desportos de Combate, a britânica Nicole Adams depois de ter vencido o titulo de pesos leves no Casaquistão, chega ao Rio, como campeã olímpico, do mundo, da Commonwealth e Europeia.

Nos desportos de equipa, o Rugby de Sevens estreia-se pela primeira vez nos jogos. A equipa da Nova Zelândia é uma equipa a seguir com interesse.

Nos desportivos de água, referência para o canadiano Mark de Jonge, que vai competir na prova de 200 metros em K1. Depois de ter vencido a medalha de bronze em Londres, em 2014 e 2015 venceu o campeonato do mundo.
Ténis e desporto de raquete.

Nos ténis, Novak Djokovic é o homem a abater. O sérvio vai procurar adicionar uma medalha olímpica aos 12 títulos do Grand Slam que já venceu na carreira. O ténis de mesa é um dos poucos desportos em que o Estados Unidos nunca venceram nenhuma medalha. Kanah Jha, apesar da tenra idade, representa a equipa norte-americana e vai obter esse feito.

CINQUENTA E UM POR CENTO
Rio ultrapassa orçamento


A edição dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tem sido marcada pelas más condições de que se têm queixado os atletas. No dia da sessão de abertura para a maior competição de modalidades do Mundo, o site de estatísticas Pordata revelou que os Jogos do Rio vão ter um custo total de 4,6 mil milhões de euros.

O valor gasto para receber a edição da competição que começa esta sexta-feira está acima do orçamento previsto. De acordo com o site Pordata, a comissão responsável pela organização excedeu em 51% o valor que foi aprovado antes do início dos preparativos.

O dinheiro gasto com a organização dos Jogos Olímpicos não fica por aqui. A previsão de 4,6 mil milhões de euros do site Pordata refere-se apenas a custos ligados às modalidades. Para além deste valor é preciso acrescentar todos os custos com infra-estruturas que foram criadas de raiz para receber as Olimpíadas. À cabeça está a totalidade da Aldeia Olímpica que foi erguida de propósito para o Rio 2016.

Apesar de estar a gastar mais do que era suposto, a edição brasileira dos Jogos Olímpicos não é das mais caras da história. Com um gasto de 4,6 mil milhões, fica ainda longe de valores como os 10 mil milhões gastos em Barcelona 1992 ou 15 mil milhões de Londres 2012. Os mais caros continuam a ser os Jogo Olímpicos de Inverno de Sochi, com 24 mil milhões gastos na organização.