Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Atletas quenianos podem estar nos Jogos Olímpicos

António Ferreira, Lisboa - 16 de Maio, 2016

Atletas quenianos podem estar nos Jogos Olímpicos

Fotografia: AFP

A aprovação pelo Presidente do Quénia da Lei Anti-Doping minimizou o risco de exclusão dos corredores quenianos dos Jogos Olímpicos de Verão Rio 2016, em Agosto, na República Federativa do Brasil. Apesar da aprovação da nova lei, segundo comunicado da Agência Mundial Anti-Doping (WADA), não está em conformidade com a legislação internacional.O Quénia integra uma extensa lista de países, que estão sob vigilância apertada da WADA até ao final de 2016, deve para o efeito adoptar uma lei que crie a Agência Nacional Anti-Doping, com normas rígidas para combater e punir o uso de substâncias proibidas, crime passível de multa até 30 mil dólares e prisão efectiva até três anos.

Os atletas quenianos estão ser monitorados pela WADA desde o ano de 2011, e até à data mais de 40 corredores falharam os testes previamente marcados, tendo o país levado uma reprimenda no sentido da adequação às normas internacionais, sob risco de exclusão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e outras provas do calendário mundial. Note-se, que desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, igual número de corredores (40) quenianos foram suspensos por acusarem positivo em testes anti-doping, com destaque pela negativa de Emily Chebet, bi-campeã do mundo de cross-country, enquanto o presidente da federação nacional e mais três dirigentes foram suspensos pela Federação Internacional de Atletismo Amador (IAFF), por suspeitas de corrupção.

O Quénia não é o único país na mira da WADA. A Rússia efectua um “sprint” para não ficar fora das provas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, enquanto a Etiópia, Marrocos, Bielorússia e Ucrânia constam de uma lista de países em monitoramento, pelo que precisam urgentemente de implementar um programa nacional de controlo adequado às normas internacionais. "O Conselho da IAAF considera a situação desses cinco países muito crítica, em diferentes graus. Ainda não há sanções imediatas, só uma advertência séria", explicou Coe.

ADVERTÊNCIAS
O leque de países sob advertência e vigilância da WADA não se resume unicamente ao continente africano. No velho continente, a Rússia e a Turquia estão no radar da agência mundial. O alerta na Turquia surgiu após o escândalo nos Jogos do Mediterrâneo, em Junho, em Mersin, que levou à suspensão de 31 atletas daquele país.A Rússia já teve oito casos de doping durante o período de qualificação para os Jogos do Rio e está no limite imposto pela Federação Internacional. Caso um nono caso seja notificado, o país perde o direito de participar nos Jogos Olímpicos, sanção que a Bulgária está a cumprir pelas mesmas razões.

Entretanto, a Rússia cujo atletismo está suspenso, pelo menos até ao dia 17 de Junho, mantém-se sob suspeita. O Comité Olímpico Internacional (COI) solicitou a WADA que investigue o laboratório acreditado para os Jogos Olímpicos de Inverno, Sochi 2014, em função das denúncias do então responsável Grigori Rodchenkov, de um esquema estatal de doping e de manipulação de amostras. As declarações de Grigori Rodchenkov mereceram a condenação das autoridades desportivas russas.

INICIATIVA DA PREFEITURA
Público pode conhecer
instalações pelo Google


À pouco mais de dois meses para a abertura oficial dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Google  está a proceder ao registo fotográfico das instalações olímpicas para que o público  possa localizar, e conhecer os locais onde assistir as competições.A Prefeitura do Rio em parceria com o Comité Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, trabalham com a equipa do Street View que está a capturar imagens das mais de 30 instalações olímpicas, e disponível ao público em vésperas dos Jogos Olímpicos.

Para fazer os registos das instalações, a gigante americana utiliza outros dois equipamentos: para instalações abertas, o “trekker”que é uma mochila equipada com um sistema de câmaras no topo, cuja portabilidade permite colectar imagens em espaços apertados e estreitos, ou locais acessíveis apenas à pé; para instalações com cobertura, o “trolley”, um carrinho com um sistema de câmaras foi desenvolvido pelo Google para registar o interior de museus e de outros lugares, como a Casa Branca e Estádios. Esse último, foi usado na Arena do Futuro, no Parque Olímpico.