Jornal dos Desportos

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Modalidades

Atletismo na Huíla clama por apoios

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 28 de Outubro, 2016

O atletismo adaptado para deficientes na província da Huíla, pode desaparecer

Fotografia: Nuno Flash

O atletismo adaptado para deficientes na província da Huíla, pode desaparecer, caso não surjam os apoios necessários, alertou ontem, no Lubango, o técnico da modalidade, José Leôncio.

O técnico de atletismo, que manifestou-se preocupado face ao actual número de praticantes naquelas paragens, confirmou que a modalidade carece de todo tipo de apoios para voltar a dar alegrias aos aficionados deste desporto na província e do país em geral.

“O atletismo para adaptados carece de apoios. Se aparecer apoios para os praticantes desta modalidade, podemos voltar a dar mais alegrias à província e ao país no geral. Mas enquanto não surgir esses apoios, vamos nos coser com as linhas que temos para ver se não terminamos com o desporto adaptado que nesta altura está com os mesmos atletas e em número reduzido”, disse.

Explicou que actualmente, movimentam o atletismo adaptado em masculino os atletas Silvestre Ngula, António Sapalo (T46), Paulo Giloca e Quito José (T20), Pedro Samuel e Acácio Nelson (auditivo) e a única feminina Dofília Leonardo (auditiva).

Indicou que a solução para o aumento do número de praticantes, passa pela captação de novos talentos na escola do ensino especial e em outras instituições do ensino púbico e privado, porém, a falta de apoios tem dificultado a materialização do intento.

Acrescentou que o primeiro grupo de atletas que deu inicio com o projecto do atletismo adaptado para deficientes na província, já desapareceu e estes é o segundo contingente que sucede ao inicial.

 “Os primeiros atletas que começaram o projecto, hoje são um grupo que está praticamente crescido porque uns contam com 20 e 25 anos. Mas infelizmente, nós aqui muita das vezes os atletas acabam a sua carreira desportiva antes dos 30 anos. Por isso, precisamos apostar na descoberta de novos praticantes para ver se conseguimos injectar sangue novo para que o atletismo adaptado não desapareça na província da Huíla”, sustentou.

José Leôncio garantiu que os atletas já começaram igualmente a projectar a sua participação na 15ª edição da Taça Lwini, uma competição organizada anualmente pela Fundação Lwini, cuja patrona é a Primeira-Dama da República de Angola, Ana Paula dos Santos, em saudação ao dia internacional do deficiente, assim como a corrida da São Silvestre de Luanda.

Anunciou que os atletas Silvestre Ngula e António Sapalo (T46), integram a pré-selecção nacional de atletismo com vista a participação na prova da São Silvestre Internacional em Cabo Verde.

 “Nesta altura já estamos com uma preparação aceitável e acredito que se formos participar na actividade do Fundo Lwini, os atletas vão aparecer nos lugares cimeiros porque estão todos com um bom ritmo competitivo”, assegurou.