Jornal dos Desportos

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Austeridade fora reduo dos prmios

Melo Clemente - 01 de Fevereiro, 2015

Comit Organizador prev a participao de seiscentos atletas na prova que reconhece o atleta paralmpico do pas mais medalhado

Fotografia: Nuno Flash

A crise económica que o país está a viver, forçou a direcção do Comité Paralímpico Angolana (CPA) a reduzir os prémios da 10.ª edição da Taça José Sayovo em atletismo adaptado, prova a ser disputada a 22 do mês em curso, em Luanda. O facto foi dado a conhecer sexta-feira última, em conferência de imprensa, por António Manuel da Luz, secretário-geral do organismo que tutela a prática do desporto adaptado em Angola.

Orçada anteriormente em 94 mil dólares norte-americanos, este ano, a 10.ª edição da Taça José Sayovo viu reduzida o pacote financeiro para 80 mil dólares norte-americanos.

"Nós decidimos reduzir este ano os prémios devido as austeridades financeiras que estão a se verificar. Como deve compreender, os orçamentos foram reduzidos e em função disso tivemos que fazer alguns reajustes. O ano passado premiámos o primeiro classificado de todas as categorias com um valor monetário de   150.000.00 kwanzas, para além do troféu, e este ano vamos dar 120.000.00 kwanzas", asseverou António Manuel da Luz.

O responsável disse por outro lado, que a situação pode voltar à normalidade no próximo ano, com o fim da crise económica.

"Creio que a situação dos prémios pode voltar à normalidade no próximo ano caso o país se livre da crise económica".

Instituída em 2005 pelo Ministério da Juventude e Desportos, em face dos feitos alcançados pelo internacional angolano, José Sayovo Armando, triplo recordista paralímpico em Atenas 2014, Grécia, a prova vai ser disputada num percurso de dez quilómetros, com o tiro de largada a ser dada nas imediações da Ensa, na Marginal de Luanda, passando pelo Porto de Luanda, Praça do Evento, Casa do Desportista, Marinha, Jango Veleiro, Ponte da Ilha e chegada à Praça dos Eventos. De acordo com os regulamentos da Taça José Sayovo, podem participar   cidadãos nacionais ou estrangeiros (federados ou não), independentemente da sua condição física.

Segundo António Manuel da Luz, perspectiva-se uma participação de 500 a 600 atletas provenientes das dezoitos províncias do país. 

As inscrições estão a ser feitas na sede do Comité Paralímpico Angolano, sita no Complexo da Cidadela Desportiva, e encerram no dia 20 do mês em curso, dois dias antes do início da prova.

A organização vai premiar  do primeiro ao quinto classificado, em ambas as classes, na categoria de atletas federados, não federados e atletas paralímpicos.

Já na categoria do atleta mais velho da prova, o prémio vai até ao terceiro classificado, quer em masculinos, quer em femininos. O mesmo vai acontecer para os efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.

Na prova de triciclos de tracção manual vão ser premiados os três primeiros classificados, em ambas as classes.


Preparação
Motores e intelectuais
começam a trabalhar


A pré-selecção nacional de atletismo paralímpico na classe dos motores e intelectuais concentra-se a 5 do mês em curso, na sede do Comité Paralímpico Angolano, sita no Complexo da Cidadela Desportiva, em Luanda, a fim de dar início aos trabalhos de preparação visando os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, Brasil, em 2016.

O combinado nacional vai disputar o Meeting Internacional da Tunísia (20 a 25 de Março), Open Internacional de São Paulo (20 a 25 de Abril) e Campeonato do Mundo de Qatar (19 a 28 de Outubro), provas selectivas para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

O seleccionador nacional convocou 14 atletas que vão trabalhar em Luanda em regime de concentração, tal como aconteceu com a pré-selecção nacional visual.

Os trabalhos de preparação da pré-selecção nacional na classe dos motores e intelectuais vão decorrer no Estádio dos Coqueiros.

Eis os atletas convocados: Gomes Pedro e Guerra Cassinda, ambos da classe T 20, João José e Artur Chimbungo (T38), Alcides Festo e António Rock (T54), Alberto Lussasse e Pdro Bianda (T46), Alberto José José e Silvestre Ngula (T47), Lucrécia Salomão (T37), Laureta Cassinda e Janeth da Piedade, ambas da classe T54.    
M.C