Jornal dos Desportos

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BAI Sicasal apoia Hula

Gauncio Hamelay no Lubango - 21 de Dezembro, 2019

Fotografia: Edies Novembro

O director técnico da equipa BAI Sicasal Petro de Luanda, Carlos Araújo, prometeu há dias na cidade do Lubango apoiar os ciclistas huilanos na formação e no treinamento de forma a despontarem no mosaico desportivo nacional num curto espaço de tempo. Carlos Araújo assegurou que o apoio vai permitir, dentro de três anos, à província da Huíla tornar-se no potencial pólo de desenvolvimento do ciclismo em Angola. 

“O BAI Sicasal Petro de Luanda também já se prontificou em ajudar os atletas huilanos com a formação e treinamento. Penso que, com este tipo de suporte, teremos dentro de três anos uma Huíla como grande pólo de desenvolvimento do ciclismo em Angola”, disse. Reconheceu que o nível competitivo apresentado pelos ciclistas huilanos ao longo da disputa das quatro etapas da segunda edição do Grande Prémio BAI-Huíla em ciclismo 2019, realizado recentemente nesta cidade, lhe surpreendeu pela positiva. 

“Ficámos surpreendidos com os atletas da Huíla. Para além dos que conheço, fiquei surpreendido com o desempenho de outros”, reconheceu.Carlos Araújo disse que a “Huíla se fechou durante este tempo todo no ciclismo, mas  apareceu nessa edição com muitos garotos que têm potencialidades para singrar. Creio que agora despertaram”. 

De acordo com o vice-presidente para o ciclismo da Associação dos Desportos Individuais da Huíla, Nelson Silva, doravante, a intenção é apostar na camada jovem com idades compreendidas entre os 14 e 15 anos. “Estamos a massificar a modalidade e temos muitos jovens que despontaram na segunda edição do Grande Prémio BAI. Apesar de curto tempo de treino, já demonstraram algum empenho em relação às equipas com tarimba no ciclismo", ressaltou. 

Nelson Silva admitiu que a província da Huíla pode impor-se no contexto nacional, desde que haja mais patrocínios de empresas e de pessoas sérias. “Para se firmarem no contexto nacional, os ciclistas huilanos precisam de mais trabalho, patrocínios e desempenho pessoal. Não adianta ter a camada jovem com 15, 16, 17 anos nos escalões de cadetes, juniores, entre outras categorias, se não tivermos patrocínios adequados”, sustentou. 

Nelson Silva sustenta que os ciclistas de Benguela e de Luanda participam regularmente das provas nacionais e locais por disporem de patrocinadores. Por essa razão, apresentam índices competitivos elevados comparativamente aos huilanos. Para a inversão da realidade local, o dirigente defende mais competitividade e presença nas provas com as melhores equipas do país."Temos muitos bons miúdos. Só falta mais treino e competitividade. Por isso, precisamos de mais patrocínio e isso nos faz bem", realçou.

No tocante ao material desportivo, o vice-presidente para o ciclismo da Associação dos Desportos Individuais da Huíla disse que "existe em quantidades necessárias", mas para garantir o stock "precisa-se de alguma verba financeira". Os huilanos "nem todos estão bem servidos à semelhança de outras equipas"."Normalmente, demos aos ciclistas àquilo que dispomos", disse.A província da Huíla conta com uma equipa, a União de Ciclistas do Lubango, que comporta as categorias A e B num universo de 15 atletas inseridos nas categorias de cadetes, juniores, felinos e masteres.