Jornal dos Desportos

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Bambino apela a melhor organizao

12 de Novembro, 2013

Secretrio-geral do Comit Olmpico Angolano defende a formao do homem

Fotografia: Jornal dos Desportos

O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro “Bambino”, afirmou domingo à Angop, em Luanda, que em 38 anos de independência os benefícios desportivos são incomensuráveis. Porém, contrastam com a necessidade de melhor organização e definição de políticas para um desenvolvimento sustentado. Ao falar a propósito de ganhos do desporto desde a proclamação da independência a 11 de Novembro de 1975, referiu por exemplo, que os resultados no basquetebol, andebol feminino, modalidades de luta, canoagem, vela e natação escondem uma realidade, cuja inversão do quadro passa primeiro pelo investimento humano.

O antigo nadador interroga-se sobre a inexistência de um instituto superior de educação física, quando a realidade angolana demonstra, que os feitos alcançados até agora devem-se maioritariamente aos profissionais formados no extinto Instituto Normal de Educação Física (INEF). Em termos organizativos disse reconhecer retrocesso nos últimos anos, porque antes já existiam políticas definidas e boa organização administrativa, citou como exemplo, a existência na altura do departamento de alto rendimento e a direcção nacional de formação de quadros.

“Estou há mais de 40 anos no desporto, sinto-me à vontade para dizer isto, em 38 anos de independência não se construiu uma única piscina em Angola, um estádio com pista de tartan. O judo conquista medalhas, mas não trabalha em condições ideais”, frisou o antigo nadador, que fez parte da selecção que participou na estreia de Angola em jogos olímpicos, em Moscovo/1980. Bambino defende a construção de espaços desportivos por todos os municípios do país, a custos reduzidos, para permitir a elevação da quantidade e a qualidade da população praticante, e em seguida as grandes infra-estruturas para o auto-rendimento.

O antigo presidente da Federação Angolana de Natação e chefe da missão olímpica nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 disse ser importante aumentar a base desportiva, porque Angola tem apenas 1 por cento da população a praticar desporto de um universo de 18 milhões de habitantes.
Para si, os agentes desportivos não têm sabido maximizar a disponibilidade do Executivo para o desporto, particularmente a do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que várias vezes se identificou como homem do desporto seja por palavras ou acções.