Jornal dos Desportos

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Belluci aborda Davis´2015

20 de Setembro, 2014

Confrontos entre Brasil e Argentina são sempre muito emocionantes e vibrantes

Fotografia: DR

Tenista número um do Brasil, Thomaz Bellucci disse que a Argentina, rival no Grupo Mundial da próxima edição da Copa Davis, está mais fraca, apesar dos seis jogadores no 'top 100' do ranking mundial.

"Dentro das possibilidades que nós tínhamos, acho que foi um bom sorteio, mesmo jogando fora de casa", admitiu o paulista, que selou a vitória brasileira no confronto com a Espanha, pela repescagem da elite da competição, no fim de semana passada. "A Argentina hoje está mais fraca, apesar de ter vários jogadores entre os 100 do mundo e várias possibilidades para o confronto", completou Bellucci. Conforme o sorteio realizado, o Brasil volta a defrontar os vizinhos sul-americanos depois de 35 anos, entre 6 e 8 de Março de 2015. O último confronto entre os dois países no torneio aconteceu em São Paulo, em 1980, com derrota verde e amarela por 4-1.

Apesar de destacar a queda no nível dos argentinos, que precisaram bater Israel para continuar no Grupo Mundial, Bellucci garantiu que a responsabilidade da vitória é do rival: "Eles são favoritos, mas nós também podemos surpreender como fizemos com a Espanha".

Capitão da equipa brasileira, João Zwetsch, preferiu destacar a importância do encontro entre os dois países vizinhos, garantindo que se trata  de um duro duelo. "Confrontos entre Brasil e Argentina são sempre muito emocionantes e vibrantes", existe a questão da rivalidade sempre presente. Espero que nós possamos mais uma vez enfrentar como temos vindo a enfrentar confrontos difíceis como este, de forma brava e corajosa como fizemos contra a Espanha no Ibirapuera", afirmou.

"Sabemos que jogar em casa é uma vantagem importante dentro de um confronto de Copa Davis e eles, com certeza, vão saber usar isso a seu favor  na Argentina. Acho que vai ser ao mesmo tempo muito interessante esse confronto, as duas equipas são fortes", completou o capitão.


Carlos Moya deixa cargo de capitão

Mais uma baixa no ténis espanhol. Após perder diante do Brasil e ser rebaixada para a segunda divisão da Taça Davis, a Espanha perde Carlos Moyá. O ex-número 1 do mundo afirmou, em entrevista ao jornal El País, que não vai manter-se no cargo de capitão da equipa.

Carlos Moyá informou que a desistência de Rafael Nadal e a falta de interesse de outros top 100 do ranking mundial, fizeram-no  tomar essa decisão.

“Desde o Open dos Estados Unidos da América que vinha a pensar mais no 'não' do que no 'sim'. Tudo se complicou com a lesão de Rafael Nadal, mas mesmo assim não imaginava que todos os demais top 100, à excepção de Roberto Bautista Agut e Marcel Granollers, recusassem a Taça Davis, por motivo de lesão, calendário ou falta de motivação”, esclareceu.

Além do número dois do mundo, David Ferrer (sétimo), Feliciano López (19º) e Tommy Robredo (20º) recusaram disputar a Taça Davis com as cores de Espanha. Os escolhidos para o duelo com o Brasil foram Roberto Bautista Agut (14º), Pablo Andujar (40º) e os duplistas Marc López e David Marrero.

“Entendo os jogadores que já actuaram e ganharam muita  coisa na Taça Davis. Mas custa-me  entender a recusa de outros que estiveram tão pouco com a equipa ou que nem sequer fizeram a estreia. Era um confronto difícil contra o Brasil. Por isso, valorizo Andujar, que viu uma oportunidade”, concluiu Moyá.