Jornal dos Desportos

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Modalidades

Benguela apela comunicao

Helder Jeremias - 06 de Maio, 2016

Formao de crianas decorre a bom ritmo na cidade das accias rubras

Fotografia: Jos Cola

O presidente da Associação Provincial de Ténis de Benguela, Duda Fortunato, realçou a necessidade de maior colaboração entre a Federação Angolana de Ténis e as associações filiadas de forma a dar maior dinâmica à modalidade durante o ciclo olímpico 2016/2020.

O dirigente desportivo faz um balanço positivo sobre as actividades levadas a cabo pelo seu consulado nos últimos anos em colaboração com os agentes desportivos. Duda reconhece que a inserção de novos talentos no mercado resulta da criação de programas de formação. Com esforços de todos, permite a província do flamingo constituir-se num viveiro de tenistas.

Duda Fortunato promete continuar a bater-se pela necessidade do governo da província construir novas quadras de jogo, de forma a atender a demanda de atletas, "tal como cogumelos em tempo chuvoso" surgem na urbe das acácias rubras. No entanto, faz a vénia aos mentores do Clube Bananeiras do Cavaco, que se tem revelado na componente social.

Quanto ao desempenho da Federação Angolana de Ténis no ciclo que terminou, Duda Fortunato frisou que o problema reside na falta de contacto, razão pela qual a informação não tem fluído como se era de esperar do órgão que rege o ténis no país.

O dirigente benguelense prefere manter um discurso reservado por recear um novo imbróglio com repercussões jurídicas, tal como sucedeu em 2008, em que o candidato vencido impugnou as eleições junto do Tribunal Provincial de Luanda por alegar falta de transparência.

"Queremos o bem da modalidade, seja quem estiver a liderar os destinos do ténis. Vamos para a Assembleia-geral ver quais são os programas da actual direcção e, em função disso, tirar as pertinentes ilações sobre a nossa opção. Acredito que a direcção, bem ou mal, tem feito o seu trabalho", disse Duda Fortunato.

A actual direcção tomou posse em 2012, resultante de um acordo entre as associações para suprir a vacatura deixada pela anterior direcção, liderada por José Dias, vencedora dos escrutínio de 2008. O desempenho do elenco ficou afectado devido ao processo que corria os trâmites legais no Tribunal Provincial de Luanda, decorrente da impugnação do processo eleitoral.

Nos dois primeiros anos de consulado de José Dias, o ténis ficou sobe a jurisdição de uma comissão de gestão nomeada pelo Ministério da Juventude e Desportos, tendo as funções cessadas com beneplácito a favor da lista vencedora, sendo a modalidade privada das competições nacionais e internacionais durante quatro anos.