Jornal dos Desportos

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Benguela volta a acolher "200 Km"

02 de Outubro, 2015

Emoções de provas citadinas vão contagiar a população de Benguela a partir do próximo ano

Fotografia: Arimateia Baptista

O desporto motorizado volta ao circuito urbano de Benguela dois anos depois da suspensão das provas de automobilismo e motociclismo. A partir de 2016, "Os 200 quilómetros de Benguela" vai constar da calendário de actividades da Federação Angolana de Desportos Motorizados, após a revisão dos quesitos de segurança.

Suspenso em 2013, em consequência de acidentes com espectadores, alguns dos quais resultaram em mortes, "Os 200 quilómetros de Benguela" volta a constar das corridas radicais após a garantia de segurança proposta pelo governador provincial local, Isaac dos Anjos. O vice-presidente da Federação de Desportos Motorizados (FADEM), Ramiro Barreira, disse à imprensa, após a audiência concedida pelo governador Isaac dos Anjos, que é possível a realização da competição dentro da cidade, mas que se deve reforçar e melhorar as condições de segurança.

O responsável federativo assegurou que as provas de automobilismo vão ser realizadas dentro da cidade de Benguela, enquanto não houver um autódromo.
"Onde existem desportos radicais os incidentes acontecem sempre e, para que haja sucesso na organização destes eventos, é necessário prevenir-se com a criação de sistema de segurança com montagens de bancadas e colocação de redes para se evitarem constrangimentos", frisou.

As províncias da Huíla, Namibe e Huambo realizam as provas de automobilismo com regularidade dentro das cidades capitais e "têm corrido sem nenhum constrangimento devido à segurança redobrada".

Convidado a debruçar-se sobre o actual estado do desporto motorizado em Angola, o vice-presidente disse que continua a crescer, uma vez que já é notório ver adolescentes a ­entregarem-se às competições de velocidade.

O responsável apontou a questão financeira como a principal dificuldade com que muitos pilotos se debatem.
 Os desportos motorizados acarretam custos elevados na manutenção das máquinas.

Ramiro Barreira enalteceu a criação da Associação Provincial de Desportos Motorizados de Benguela, bem como a inauguração da sua sede social. Para si, a instituição vem justificar este deporto na província e, como órgão social, vai dar sustento aos pilotos e a própria federação.

A suspensão das provas dentro da cidade de Benguela deveu-se aos sucessivos acidentes que ocorriam por falta de segurança de espectadores.