Jornal dos Desportos

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Bernie Ecclestone acredita na mudança

27 de Janeiro, 2015

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Fotografia: AFP

A Fórmula-1 ruma para uma nova mudança radical nos motores após o ano de 2016. O desejo parte de Bernie Ecclestone (que sempre reclama do som dos actuais motores turbo) e do novo chefe de equipa da Ferrari, Maurizio Arrivabene.Além da questão da falta de barulho, o dirigente deseja que os propulsores tenham mais potência que o declarado actualmente e segundo o director da Renault, Cyril Abiteboul, esta mudança também contaria com o apoio da fabricante francesa.

“A Renault não ficaria no caminho, desde que os custos sejam mantidos sob controlo. A mudança dos motores é atractiva, mas parece tarde de mais para 2016. 2017 era o momento ideal”, declarou.Segundo o alemão Auto Motor und Sport, uma das propostas apresentadas podia ser o uso de um motor V8 biturbo com 2.2 litros, rodando a 17.000 rpm e com o sistema KERS personalizado.A Mercedes não se oporia a uma mudança, embora alguns analistas digam que Renault e Ferrari estão a queixar-se apenas pelo facto de elas estarem a ser batidas pela empresa alemã.

“É claro. A Fórmula Um é assim. Mas nós aceitamos o desafio até mesmo quando se trata de falar sobre o motor. Só precisamos de ser sensatos”, disse Toto Wolff.“Todas as fabricantes de motores expressaram o desejo de a arquitetura actual ser mantida, porque qualquer outra alteração traz altos custos de desenvolvimento”, finalizou.