Jornal dos Desportos

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Bernie Ecclestone confirma Azerbaijão

21 de Abril, 2015

Bernie Ecclestone confirma Azerbaijão

Fotografia: AFP

O mais tradicional país a receber a F1 ao lado da Inglaterra, a Itália, está na mira de Bernie Ecclestone, que ainda não renovou acordo com Monza. O dirigente britânico comparou a situação com a da Alemanha, que teve o seu GP excluído do calendário do Mundial deste ano. Em contrapartida, o GP da Europa, que vai ser disputado no Azerbaijão, está garantido, apesar das denúncias de violações aos direitos humanos no país.

Se depender de Bernie Ecclestone, o GP da Itália pode ter o mesmo destino do GP da Alemanha e ser retirado em breve do calendário do Mundial de F1. Mais tradicional corrida da categoria, ao lado do GP da Inglaterra, a etapa italiana fez parte do campeonato desde a sua primeira edição, em 1950, e foi realizado de forma ininterrupta desde então, totaliza nada menos que 65 edições. Apenas uma prova, em 1980, aconteceu em Ímola, enquanto as outras 64 foram disputadas no mítico circuito de Monza, templo sagrado do automobilismo mundial.

Mas Ecclestone parece não estar muito aí, para tradicionalismos. Cada vez mais inclinado a levar a F1 para onde está o dinheiro, o dirigente máximo da categoria confirmou a realização do GP da Europa no Azerbaijão, nas ruas da capital Baku, a partir da temporada de 2016.

O contrato de Monza para receber a F1 vai até o fim de 2016. As tentativas de um novo acordo estão emperradas no momento. A julgar pelo que disse Bernie durante entrevista  no último fim de semana, no Bahrein, as perspectivas para o lendário GP da Itália são sombrias. “Temos de esperar e ver. Eles não têm um acordo, um pouco parecido com a Alemanha.”

Questionado sobre qual prejudicial era para a F1 perder uma corrida tão tradicional, como já aconteceu recentemente com os GPs da Alemanha e França, Ecclestone desdenhou. “Vou te dizer uma coisa, isso me foi dito quando não tivemos mais um GP em França. E agora, a Alemanha. Temos alguns bons substitutos, não temos?”, indagou.

Entre tais alternativas aos países tradicionais do automobilismo mundial, a F1 vai seguir mais uma vez rumo ao desconhecido e chegar ao Azerbaijão ano que vem. O octogenário britânico não se mostra preocupado com as denúncias sobre violações aos direitos humanos no país. “Baku? Não há problema. Vai ser outra boa corrida. Acho que todo mundo parece estar feliz, não parece que há algum grande problema por lá”, declarou Ecclestone.


Crença
Equipa Renault
prevê evolução


Em Sakhir, a Renault enfrentou nova quebra de motor, na temporada. Metros antes de cruzar a linha de chegada, Daniel Ricciardo viu a sua unidade de força explodir, espalhar fumaça na recta dos boxes. Cyril Abiteboul, no entanto,  mostrou-se aliviado pela falha não ter atrapalhado no resultado final do australiano. Quarta etapa da temporada 2015 do Mundial de F1, o GP do Bahrein encerrou a primeira fase do campeonato, disputada na Ásia e Oceania. Foram semanas difíceis para a Renault, que enfrenta muitas dificuldades e não consegue oferecer maior confiabilidade e melhor desempenho às unidades de força que empurram os carros da Red Bull e Toro Rosso. A corrida em Sakhir, no  domingo (19), foi mais uma prova de que a montadora francesa está longe de viver a sua melhor fase. No entanto, Cyril Abiteboul, director da Renault, acredita que o jogo pode virar com a volta da F1 à Europa. Devem ser quase três semanas de trabalho até o GP de Espanha, em Barcelona.

No Bahrein, a Red Bull repartiu os pontos com seus dois pilotos. Daniil Kvyat foi eliminado da classificação ainda no Q1, mas reagiu durante a corrida para terminar num razoável nono lugar. Daniel Ricciardo, por sua vez, andou por quase toda a prova em sexto, mas metros antes de cruzar a linha de chegada, o australiano levou um susto com a explosão do  motor, que espalhou fumaça em plena recta das boxes.


Director da Mercedes reconhece falha


Toto Wolff afirmou, que uma alteração no acerto do W06 Hybrid, realizada ainda na sexta-feira com o objectivo de melhorar a gestão de pneus e neutralizar o maior potencial da Ferrari neste quesito, acabou por resultar em super-aquecimento dos freios dos carros de Nico Rosberg, que perdeu o segundo lugar para Kimi Räikkönen, e também de Lewis Hamilton, vencedor em Sakhir

Cada vez mais incomodada com a ascensão da Ferrari na temporada, a Mercedes procura  mexer-se para manter a supremacia na F1. Mas uma dessas mudanças quase tirou da escuderia alemã a vitória no GP do Bahrein. Nas voltas finais da corrida em Sakhir, realizada no domingo (19), Nico Rosberg e Lewis Hamilton apresentaram problemas de super-aquecimento no sistema de freios dos W06 Hybrid.
Rosberg, que vinha em segundo, foi ultrapassado por Kimi Räikkönen, que só não passou Hamilton e deu mais uma vitória à Ferrari porque o britânico ainda tinha uma vantagem confortável para triunfar pela terceira vez em quatro corridas no ano. Toto Wolff, director da Mercedes, revelou que uma mudança no acerto dos carros, ainda na sexta-feira, resultou na falha nos freios dos seus pilotos na prova.

Nos treinos livres de sexta-feira, a Ferrari apresentou bom rendimento e  mostrou-se mais próxima do ritmo da Mercedes no Bahrein. Após o fim das actividades de pista, a equipa de Brackley trabalhou para realizar algumas mudanças no acerto do carro para melhorar a gestão dos pneus macios e médios para sábado e domingo. Mas as alterações acabaram por acelerar o aquecimento dos freios, o que foi determinante para a queda de rendimento de Rosberg e Hamilton no fim da corrida em Sakhir.

“Foram problemas no acerto. Sabíamos que as mudanças que fizemos no carro comprometeriam um pouco a temperatura dos freios, mas sabíamos o que estávamos a  fazer. Mas aí tivemos uma corrida difícil. Fizemos muitas ultrapassagens, sobretudo com Nico. E, em seguida, os dois carros tiveram de se esforçar para ultrapassar alguns retardatários no fim da corrida”, comentou Wolff em entrevista  logo depois da prova em Sakhir.

“A falha no freio do carro de Nico não foi uma surpresa, vimos o quanto a temperatura estava alta. No carro de Lewis foi um pouco surpreendente, creio que isso deve ser associado ao facto de que ele ficou um pouco pressionado  ao ver Kimi chegar e ter de abrir caminho e passar os retardatários”, disse o dirigente austríaco, em alerta e pronto para buscar uma nova solução, que desta vez não comprometa os freios.

“Nunca é apenas uma única solução, então tentamos resolver um problema que tivemos na sexta-feira com alguns outros ajustes e entre eles, um estava ligado à capacidade de arrefecimento dos freios. Então, sabendo que isso nos causou o problema e quase nos fez perder a corrida, como perdemos o segundo lugar, provavelmente nós vamos analisar as coisas novamente e procurar fazer de forma diferente no futuro”, finalizou.


  VITÓRIAS

1. Michael Schumacher- 91
2. Alain Prost -51
3. Ayrton Senna -41
4. Sebastian Vettel -40
5. Lewis Hamilton - 35

Poles
1. Michael Schumacher -68
2. Ayrton Senna - 65
3. Sebastian Vettel -45
4. Lewis Hamilton - 41

Largadas na primeira fila

1. Michael Schumacher - 116
2. Ayrton Senna - 87
3. Alain Prost - 86
4. Lewis Hamilton -75

Pódios
1. Michael Schumacher -155
2. Alain Prost -106
3. Fernando Alonso - 97
4. Ayrton Senna - 80
5. Kimi Räikkönen -77
6. Lewis Hamilton - 73

Pontos

1. Fernando Alonso -1.767
2. Sebastian Vettel - 1.673
3. Michael Schumacher — 1.566
4. Lewis Hamilton — 1.554

Voltas lideradas
1. Michael Schumacher - 5.111
2. Ayrton Senna-2.931
3. Alain Prost - 2.683
4. Sebastian Vettel - 2.484
5. Nigel Mansell - 2.091
6. Lewis Hamilton -1.956

Circuitos em que largou na pole
1. Alain Prost e Sebastian Vettel - 20
3. Michael Schumacher - 19
4. Ayrton Senna e  Hamilton - 18

Circuitos em que venceu

1. Michael Schumacher - 22
2. Sebastian Vettel - 20
3. Alain Prost e Lewis Hamilton - 18

Títulos
1. Michael Schumacher - 7
2. Juan Manuel Fângio - 5
3. Alain Prost e Sebastian Vettel - 4
5. Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda,  Piquet e Ayrton Senna - 3
10. Alberto Ascari, Jim Clark, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Mika Häkkinen, Fernando Alonso e Hamilton- 2