Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Bernie Ecclestone procura mais investimentos

19 de Março, 2017

Penúltima prova da temporada vai ser realizada de 10 a 12 de Novembro

Fotografia: AFP

O ex -chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, conhecido pela habilidade de negociação e pelo acesso aos líderes e políticos mundiais, recebeu de parte do sucessor, Chase Carey, a missão de ajudar a garantir mais apoio económico do governo brasileiro para o GP do Brasil.Ecclestone terminou o longo reinado na F1, no início deste ano, quando os novos proprietários (Liberty Media) o substituíram por Carey.

\"A única coisa que Chase me pediu para fazer, como sabe que vou ao Brasil esta semana, é falar com o presidente (Michel Temer) para ver se eles colocam algum dinheiro na corrida do Brasil\", explicou Ecclestone à emissora Sky Sports News.

\"Sem isso, é possível que percamos a corrida, algo que eu não gostaria\", continuou Bernie, antes de afirmar que o GP brasileiro é \"uma boa corrida\".O GP do Brasil, disputado no circuito de Interlagos, em São Paulo, tem contrato com a F1 até 2022.

No calendário de 2017 da categoria, será a penúltima prova da temporada, a ser realizada de 10 a 12 de Novembro.

 HAKKINEN REGRESSA
O bi-campeão mundial de Fórmula 1 em 1998 e 1999, o finlandês Mika Hakkinen, fez história ao correr pela equipa da McLaren. Em 2017, volta a representar a equipa, desta vez, como um embaixador. O anúncio foi feito na quinta-feira pela própria equipa.

Com um cargo denominado “parceiro embaixador”, Hakkinen tem atribuições de cuidar do marketing da equipa, juntamente a outros membros, como o director executivo da equipa, Zak Brown. O ex-piloto comemorou o novo cargo, e comentou nunca se afastou totalmente da McLaren, equipa pela qual nutre grande carinho.

“Voltar para a McLaren foi uma decisão fácil para mim. Nós, nunca de facto perdemos o contato, e eu conheço muitas das pessoas que trabalham duro por lá, das minhas pouco mais de oito temporadas com a equipa”, comentou.

“É claro, que os últimos anos não foram fáceis para a McLaren, mas eu sempre acreditei que é  uma questão de tempo, e não sei quando a McLaren volta a ser boa. E, quero ter o meu papel para ajudar isso a acontecer”, acrescentou Hakkinen, que falava sobre os resultados modestos da equipa nas últimas temporadas.

O finlandês ainda expressou o que espera da parceria com Zak Brown, com vista a alcançar os objectivos, de fazer a equipa crescer de desempenho.
“Estou ansioso para trabalhar com o Zak. Conversamos sobre como podemos trabalhar juntos, e eu vejo que ele está a pôr em prática tudo que pode ser feito, para ajudar a McLaren a voltar ao topo”, completou.

Constatação
Ricciardo lamenta má fase da McLaren


O terceiro colocado na temporada da Fórmula 1 em 2016, Daniel Ricciardo, acredita que a Red Bull deve ter resolvido os seus problemas a tempo, para a disputa do GP da Austrália, em Melbourne, esta semana. Entusiasmado  por uma competição mais acirrada neste ano, o piloto australiano lamentou a má fase da McLaren, equipa do bicampeão Fernando Alonso.

“Pobre coitado. Admiro Fernando como pessoa, respeito-o muito como piloto, e  encantava-me vê-lo de novo na frente, porque é genial lutar contra ele. Neste momento parece muito difícil que a McLaren possa  dar-lhe os melhores equipamentos”, afirmou Ricciardo, em entrevista ao jornal “La Gazetta dello Sport”.Com Alonso e Stoffel Vandoorne, a montadora britânica não conseguiu muitos êxitos durante as duas semanas de treino em Barcelona, ema Espanha. Ricciardo e o seu companheiro, Max Verstappen, por sua vez, também não se destacaram no circuito catalão.”O Inverno não foi um desastre, então, estou convencido de que na Austrália estaremos aptos a conseguir um bom resultado. Se não tivermos, vamos lutar imediatamente, e vamos recuperar. A velocidade de desenvolvimento é a nossa melhor arma”, acrescentou o piloto de 27 anos.

Depois de três anos de domínio absoluto da Mercedes, Ricciardo, agora, espera mais competitividade vindo da Ferrari, e de sua própria equipa. Mesmo assim, o australiano ainda considera o actual vice-campeão Lewis Hamilton, como favorito.

“Por agora, é Hamilton, mas acredito que Vettel será rápido igualmente. Quando você tem um bom carro, você torna-se  mais forte. A Ferrari foi forte, desde o primeiro dia, em Barcelona. Espero que se confirme em Melbourne, porque é bom que alguém possa competir com a Mercedes. Seria genial se tivesse três equipas a discutir desde o começo, pelo Mundial”, completou.

Estreante
Ocon define objectivo para nova temporada


Um dos mais jovens pilotos de 2017, o francês Esteban Ocon, vai ter um bom desafio na temporada: representar a Force Índia, que esteve muito bem no último ano,  terminou na quarta posição de montadoras, atrás das potências Mercedes, Red Bull e Ferrari.

Se no campeonato passado, em que participou em nove das 21 corridas, Ocon não conseguiu sequer um ponto, na temporada actual, o francês quer estar entre os dez primeiros em todas os Grandes Prémios.

“O meu objectivo pessoal é pontuar em todas as corridas. Isso, seria bom. Melbourne é o lugar que todos põem à disposição as suas máquinas. Tenho um bom pressentimento sobre o VJM10. O equilíbrio é correcto,  o motor Mercedes é simplesmente o melhor, muito confiável”, afirmou em entrevista ao site da F1.

Aos 20 anos, Ocon estreou-se na Fórmula 1 pela Manor, no último ano, e foi contratado para substituir Nico Hulkenberg, na equipa indiana.

“Começar minha carreira com a Manor, já foi algo muito bom. Então, no fim da temporada tive a chance pela Force India. Isso, é uma oportunidade incrível para mim”, analisou o piloto.

“Tivemos dois meses de preparação para a temporada, então, fiz muitos treinos e alguns simuladores. Conheci todos da equipa, incluindo, o pessoal da aerodinâmica, para saber quem era o responsável”, acrescentou o entusiasmado jovem francês.

Depois de correr ao lado de Pascal Wehrlein, em 2016, Ocon fará companhia a Sérgio Perez, mexicano que surpreendeu na última temporada, e terminou na sétima posição com duas terceiras posições, como seus melhores resultados.

“Ele teve uma temporada incrível, elevou a equipa. Foi impressionante ver o que ele fez. Todo ano, a Force Índia ganha posições, então, estou ansioso por trabalhar com ele. Aprendi muito com ele nos testes, mas os testes são uma coisa. Assim, que chegarmos nas corridas, quero desafiá-lo”, completou Ocon.A temporada da Fórmula 1 começa, oficialmente, no dia 24 de Março, nos treinos qualificatórios para o GP da Austrália, em Melbourne.


Desempenho
Lewis Hamilton comemora trabalho
da Mercedes na pré-temporada


O desempenho da Mercedes, no Circuito da Catalunha, nos testes de pré-temporada da Fórmula 1 foram satisfatórios. E, Lewis Hamilton, que ao todo superou os 5 mil quilómetros rodados com seu novo carro para 2017, mostrou-se agradado com a forma a equipa equipa se apresentou já no início do ano, sobretudo, com o aproveitamento da nova adição da equipa, o finlandês Valtteri Bottas.

“Está a ser um Inverno ocupado. Eu não me lembro como foi no ano passado, mas este ano  sinto que estamos a trabalhar em conjunto, melhor do que nunca, como uma equipa, e Valtteri fez muito para adaptar-se e fazer um bom trabalho”, declarou o britânico.

Ao analisar o trabalho feito também pelos principais concorrentes da Mercedes, no ano, Hamilton reconhece que a Ferrari sai dos testes em Barcelona com exibições positivas, e ainda espera a Red Bull crescer ao longo da temporada.

“A Ferrari e a Red Bull parecem rápidas, devemos ter em mãos uma grande batalha. O trabalho da Ferrari foi fantástico, e imagino que possamos esperar muito mais, vindo deles. Não sei se a Red Bull mostrou a sua capacidade completa aqui. Espero uma luta séria, com essas duas equipas em Melbourne”, completou.


Futuro
Chefe da Red Bull aponta Mercedes
clara favorita na presente época


Durante a temporada de 2016 da Fórmula 1, a Red Bull cresceu no campeonato, superou a Ferrari, e firmou-se como a segunda grande força, atrás da Mercedes.

Nos testes da pré-temporada, contudo, a equipa italiana soltou uma boa parte das práticas, mostrou que pode complicar os alemães. Porém, para Christian Horner, chefe da RBR, só há uma franquia favorita ao título.

“A Mercedes é claramente, a favorita. Eles ganharam 50 corridas, nos últimos três anos, enquanto, nós vencemos cinco e a Ferrari, três. Tenho de dizer mais?”, declarou ao site oficial da Fórmula 1.

Com a retirada do actual campeão Nico Rosberg, a F1 não deve ter um piloto para defender o título. Horner lamentou a situação, mas acredita que a categoria conta com grandes nomes, na luta pelo campeonato. O dirigente, contudo, espera que o vencedor seja um dos pilotos da Red Bull, Daniel Ricciardo ou Max Verstappen.

“É obviamente uma pena, que o campeão decidiu não defender o título, o que é realmente um cenário incomum, para alguém que é muito jovem. Ainda há grandes campeões, como Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso. Entretanto, espero que seja um piloto novo no final da temporada, e que seja um dos nossos”, continuou.

Por fim, Christian destacou que a Red Bull está pronta para a temporada de 2017, que se inicia no dia 26 de Março, com o Grande Prémio da Austrália.
 O chefe da equipa ainda exaltou o trabalho desenvolvido na pré-temporada.

“Estamos satisfeitos com a nossa pré-temporada, e com a forma como o carro está a reagir, e os pilotos sentem-se confiantes, pois gostam da sensação do carro. Então, estamos prontos”, finalizou.