Jornal dos Desportos

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Bernie reitera inocência

26 de Abril, 2014

O julgamento de "patrão da Fórmula 1" por suspeitar de suborno começou em Munique

Fotografia: Reuters

O julgamento do britânico Bernie Ecclestone, considerado o grande chefe da Fórmula 1, por um suposto caso de suborno na venda de direitos comerciais da categoria teve início na Corte de Munique, na passada quinta-feira.

O dirigente não depôs, mas os seus advogados leram um pronunciamento em que ele afirma estar inocente.

Conforme a acusação, Ecclestone pode ter pago 44 milhões de dólares de honorários  ao banqueiro Gerhard Gribkowsky, representante do BayernLB , para garantir que os direitos comerciais da Fórmula 1 fossem comprados pelo grupo CVC.

Ecclestone já admitiu o pagamento, mas negou que o tenha feito como suborno, mas como vítima de uma chantagem. De acordo com o britânico, Gribkowsky ameaçou denunciá-lo à instituição fiscal britânica por evasão ao fisco de uma fundação, que pertence à sua ex-mulher.

A sessão de julgamento de quinta-feira teve aproximadamente seis horas de duração, sempre com a presença de Ecclestone, que tem de acompanhar todos os procedimentos devido a condição de réu no caso. Os seus advogados afirmaram ainda que vão apresentar documentos para provar a inocência de seu cliente.

Lotus em alta
Após ter quase pontuado no GP da China, Romain Grosjean acredita que a sua equipa, a Lotus, passou a ser a segunda melhor entre os carros que usam o motor Renault na F-1. O franco-suíço só não terminou no top-10 da corrida, porque teve um problema na caixa de velocidades que o obrigou a abandonar. “Eu acho que íamos pontuar antes de ter o problema no carro. Se você for ver o fim-de-semana inteiro do GP da China, dá para falar que foi 90 por cento positivo”, declarou Grosjean à revista inglesa “Autosport”

Após muitos problemas com o E22, carro da temporada 2014, Grosjean acredita que a fornecedora de motores e a equipa se acertaram: “A Renault fez um bom trabalho, assim como a Lotus. No fim, não houve revolução, apenas um pequeno passo na direcção correcta”.

“Nós fomos a segunda equipa Renault melhor posicionada na China, na frente da McLaren e Toro Rosso, e na luta com a Force India, isso foi muito positivo”, sentenciou o franco-suíço, mostrando que apenas a Red Bull está a frente da equipa inglesa.