Jornal dos Desportos

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Bolt eleito melhor do ano

06 de Dezembro, 2016

Velocista anunciou a aposentação no ano que vem e para trás fica carreira de sucesso

Fotografia: AFP

Mais um prémio para Usain Bolt. Na sexta-feira, o jamaicano foi eleito pela IAAF (Federação Internacional de Atletismo) o melhor atleta da temporada, num evento realizado em Mónaco . No feminino, o prémio ficou com a etíope Almaz Ayana, campeã olímpica dos 10.000m, quando bateu o recorde mundial de distância, com 29m17s45.

Bolt encerrou a carreira olímpica de forma perfeita. No Engenhão, venceu os 100m, 200m e revezamento 4x100m rasos, fechou a carreira no maior evento desportivo do mundo, com nove títulos. Já tinha vencido as mesmas provas em 2008 e 2012. O jamaicano anunciou que ia aposentar-se no ano que vem.

Mo Farah, campeão olímpico dos 5000m e 10000m, e o sul-africano Wayde van Niekerk, recordista mundial dos 400m, eram os candidatos, no masculino. Entre as mulheres, a jamaicana Elaine Thompson, velocista, e a polonesa Anita Wlodarczyk, do lançamento do martelo, estavam a concorrer.

Nos outros prémios, o canadiano Andre de Grasse, de 22 anos, medalhista olímpico nos 100m e 200m, ganhou o troféu de "estrela ascendente", no masculino, enquanto a heptatleta Nafissatou Thiam levou entre as mulheres. Harry Marra, técnico dos multiatletas Ashton Eaton e Brianne Eaton, levou o prémio de melhor treinador. Campeão olímpico do salto a vara, Thiago Braz foi um dos dez indicados ao prémio de melhor do ano, mas não ficou entre os três finalistas.

Por outro lado, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) deu um importante passo para resgatar a confiança de fãs e patrocinadores depois do escândalo de doping da Rússia. No Sábado, o Congresso Especial da entidade reuniu-se em Mônaco,  aprovou o plano de reforma para combater a corrupção e o doping. O pacote de medidas, chamado de "Time for Change" (Tempo de Mudança), tem como principal ponto a criação de uma unidade independente de integridade. Essa comissão vai fiscalizar as acções da IAAF.

- Temos de proteger o nosso desporto. Temos de pôr em prática estruturas que vão manter o nosso desporto e os nossos atletas seguros, dentro e fora da pista. Foi muito mau que isso (o escândalo de doping da Rússia) acontecesse, mas não pode acontecer uma segunda vez. Não sob a nossa supervisão ou de qualquer outra pessoa. Temos de dar um passo em frente e garantir que os muros nunca estejam tão altos, novamente, e as contas e os balanços estejam em ordem e a funcionar - disse o britânico Lord Sebastian Coe, presidente da IAAF.