Jornal dos Desportos

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Bottas pode prolongar contrato

13 de Julho, 2017

Piloto da Mercedes acredita num bom desempenho no campeonato do mundo

Fotografia: AFP

Não obstante falar-se  bastante, quanto ao facto da Mercedes ter assinado somente um ano de contrato com  Valtteri Bottas, que foi buscar à Williams para substituir Nico Rosberg, a verdade é que já não existem dúvidas que o finlandês está a fazer o trabalho que se esperava, e por isso, deve ver o contrato renovado por mais um ano na Mercedes.

Os homens de Brackley só não oferecem mais do que isso, porque sabem que em 2019 há vários ‘trutas’, que ficam disponíveis no mercado e aí Toto Wolff e seus colaboradores, passam a ter uma palavra a dizer à propósito.

Nessa altura, termina o contrato de Lewis Hamilton, e não é líquido que o piloto britânico  fique mais tempo na F1, tal como ele próprio disse, muito depende do que acontecer até lá.

Para além disso, ficam disponíveis pilotos como Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Muita coisa pode acontecer a este nível, para 2018, mas Bottas está perfeitamente seguro: “O mercado será bem interessante em 2019, mas para isso, há que pensar com avanço…” disse Toto Wolff.

F1 CRITICA QUEBRA
DE CONTRATO

Um comunicado dos dirigentes da F1 deixou clara a irritação com os administradores de Silverstone, que anunciaram a quebra de contrato, em vésperas do GP da Inglaterra. Mesmo assim, a categoria mantém o desejo de buscar um novo acordo.

A administração da F1 não engoliu o uso da cláusula de quebra contratual, por parte de Silverstone, para deixar de receber o GP da Inglaterra após 2019. Mais do que lamentar o rompimento do acordo, representantes da categoria ficaram irritados com o anúncio em vésperas da etapa britânica deste ano, marcada para este fim de semana.

 “A semana que antecede o GP da Inglaterra, devia ser de grande celebração da F1, e de Silverstone. Lamentamos profundamente,  ao invés disso, Silverstone escolheu  essa semana para tomar uma posição e accionar a cláusula de quebra contratual, que vai ter efeito em três anos”, disse a F1, através de um comunicado.

 “Nós oferecemos o adiamento dos prazos actuais, para que pudéssemos focar em tudo de bom, à respeito de Silverstone e da F1.
Lamentavelmente, a administração de Silverstone escolheu  uma vantagem ao curto prazo, para beneficiar-se”, completou.

A quebra de contrato era vista como a única alternativa para Silverstone. De acordo com o BRDC, entidade que é dona do autódromo, a corrida gera prejuízos milionários ano após ano. Como o contrato é desfavorável para o autódromo, surgiu a decisão de romper o acordo vigente, e buscar um novo, mais viável.

 A F1, mesmo incomodada com a decisão da administração de Silverstone, reafirmou o desejo de ir buscar um novo acordo.

 “O nosso objectivo é preservar o GP da Inglaterra. Vamos negociar com os promotores para alcançar uma solução justa e equilibrada”, apontou.

 Silverstone é um dos circuitos mais tradicionais da história da F1. O circuito recebeu a primeira corrida da história do campeonato, em 1950. Ao longo dos anos, recebeu 50 corridas do certame – a deste fim de semana é a 51ª. O ano de 1986 foi o último ano sem corrida no autódromo.