Jornal dos Desportos

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Bottas quer "atacar" Kimi Raikkonen

06 de Novembro, 2015

Valtteri Bottas garantiu que as colisões não vão mudar a maneira como disputa com Raikkonen

Fotografia: AFP

Em três corridas, foram duas batidas, cada uma com um final diferente, mas colocando lado a lado dois pilotos do mesmo país: Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas se chocaram na última volta do GP da Rússia, quando o piloto da Ferrari tirou o da Williams da corrida, e voltaram a se encontrar no GP do México, com o campeão de 2007 ficando de fora desta vez.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, Bottas garantiu que as colisões não vão mudar a maneira como disputa com Raikkonen. "Nós obviamente tivemos visões diferentes, mas tudo bem, todo mundo pode ter sua própria visão dos factos. Foi algo que já passou e não posso mudar o que aconteceu", afirmou.

"Não vai mudar o jeito como eu disputo com ele. O que aconteceu na Rússia, por exemplo: eu não abriria a porta para nenhum piloto, então não muda nada. Acho que ele é um bom piloto e normalmente temos disputas justas. Mas não há nada pessoal."

Mas há um quesito em que Bottas sabe que perde de Raikkonen: na hora da discussão entre os seus fãs no país natal de ambos.

"Honestamente, não sei em detalhes o que é discutido na internet na Finlândia porque cometi esse erro no passado de ler algo que era uma grande m…, então decidi que não ia mais atrás dessas coisas. Mas é claro que, na Finlândia, o Kimi tem muito mais fãs do que eu. A diferença é grande e eles o apoiam muito. Mas não tem problema", assegurou.

A briga entre os finlandeses também é uma das mais animadas do campeonato: com o terceiro lugar do México e o abandono de Raikkonen, Bottas ultrapassou o compatriota e subiu para o quarto lugar, apenas três pontos à frente de Kimi com duas etapas para o final. A próxima corrida será no Brasil, no dia  15 do corrente.


Próxima época
Honda faz modificações


A Honda vai ganhar a oportunidade de fazer modificações extras nos kits aerodinâmicos de 2016. A decisão da Indy em abrir a brecha no regulamento foi tomada para diminuir a diferença de rendimento das duas montadoras da categoria.

A Indy liberou a Honda para fazer algumas mudanças que não estavam previstas no regulamento original da Indy.

Com a permissão do chamado 9.3 nesta quarta-feira, os japoneses vão conseguir cortar a diferença aerodinâmica que tiveram em relação à rival Chevrolet. Mark Miles explicou que a Indy abriu uma brecha para a Honda ao notar que os japoneses estavam bastante desfasados em algumas áreas da aerodinâmica.

 "A Honda pediu à Indy que fosse liberada para fazer algumas mudanças que não estavam indicadas no regulamento 9.2 para o ano que vem.
A intenção é evoluir em algumas áreas em que a Chevrolet claramente ficou à frente. Não tinha como negar", disse.

Para o dirigente, os bons resultados da Honda não justificariam a continuidade dos kits de 2015.  "Você pode argumentar contrariamente falando de vitórias, pontos e voltas mais rápidas, mas o que nós queremos ver é o quanto esses kits são ou não competitivos em todos os aspectos. Pegamos então um carro de cada montadora e colocamos em uma análise detalhada, vendo as reais diferenças", falou.

Miles contou que uma série de testes foi realizada, comprovando que a Honda tinha deficiências que deveriam ser corrigidas para 2016.
 "Nossos engenheiros controlaram os testes e colectaram dados para todos os tipos de pista.