Jornal dos Desportos

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BP-Angola vai aumentar patrocnios

Pedro Futa - 21 de Outubro, 2019

Presidente regional da BP- Angola Stephen Willis

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

As acções sociais da British Petroleum vão estender-se a novos atletas paralímpicos com vista a aumentar o número de beneficiados com potencialidades desportistas. A promessa é do presidente regional da BP- Angola, Stephen Willis, no final da 20ª edição do campeonato nacional de atletismo adaptado em pista disputado no Estádio dos Coqueiros na última sexta-feira e sábado.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Stephen Willis, prometeu continuar apoiar o desporto angolano, em particular o adaptado."Nesse momento, a BP-Angola apoia o José Sayovo, José Chamoleia, Befília Buio, Regina Dumbo e a Esperança Gicasso. Vamos aumentar o número de atletas, brevemente", prometeu.Quanto à avaliação da competição, disse estar "feliz" com o "nível de organização e empenho dos atletas". "A nossa atenção está focada ao desporto adaptado, apesar do apoio prestado a uma equipa de futebol", revelou.

A província do Huambo dominou a competição na classe masculina com a conquista de 18 medalhas de ouro, oito de prata e três de bronze. Com nove de ouro, três de prata e duas de bronze, Luanda quedou-se em segundo lugar. A Huila encerrou o pódio com cinco de ouro, quatro de prata e três de bronze.Em feminino, Luanda foi campeã ao arrebatar quatro medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, seguida de Benguela com quatro medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze e da província do Namibe com três de ouro, quatro de prata e três de bronze.

Na categoria individual, o destaque recai para José Chamoleia. O atleta do Huambo alcançou o tríplete nas provas de 100m, 400m e na estafeta 4x100 metros.Na prova de 400m da classe T11 (deficiente visual), José Chamoleia venceu com o tempo de 55s63, seguido do colega de equipa Jeremias Soma (56s77) e de Augusto Songolo, da província do Cuanza Sul (1min01s86).

Nos 200m da T11, Jeremias Soma conquistou a medalha de ouro com o tempo de 26s64, seguido de Augusto Longolo, do Cuanza Sul (26s78) e de Fernando Simão, de Malanje (27s86).Nos 800m da T11, Sebastião Neves colocou Luanda no lugar mais alto do pódio com a marca de 2min22s, seguido de Júlio Mendes, de Malanje (2min24s) e de Amadeu Chiquete, do Huambo (2min26s).Nos cinco mil metros, classe auditiva, Pedro Samuel, da Huila, venceu a prova com o tempo de 15min57s, seguido de Guerra Cassinda, de Huambo (16min23s) e de Acácio Ginga, de Luanda (17min55s). 

   
EM FEMININO
Emeloide é a revelação dos nacionais adaptado


A grande revelação do campeonato nacional de atletismo adaptado em pista realizado em Luanda é Emeloide Adelino, da província do Namibe. A velocista da classe T11 venceu as provas de 100m e dos 400m (1min05s37) e arredou para lugares subsequentes Regina Dumbo, da província do Huambo (1min05s96) e Juliana Moco, da província de Benguela (1min07s78).

A derrota de Regina Dumbo está ligada a uma lesão. A situação deixa constrangida a atleta do Huambo. Em declarações ao Jornal dos Desportos, mostrou-se psicologicamente desmotivada."Não estou satisfeita com o segundo lugar no campeonato nacional. Recupero de uma lesão no tendão esquerdo e de dor de estômago. Espero melhorar o mais rápido possível para aparecer em boa forma desportiva no Mundial a decorrer de 7 a 15 de Novembro em Dubai", disse.

Regina Duarte adquiriu a cegueira devido à violência doméstica. Em 2010, aos nove anos de idade, foi atingida no rosto com uma bofetada pela madrasta com quem vivia. Desde então, começou a perder a visão e, em 2014, ficou completamente cega. Hoje, é órfã de pai e mãe e conta com  o apoio da BP-Angola para sustentar as necessidades pessoais. Vive na cidade do Huambo com uma tia.

A lesão da Regina Dumbo preocupa o seleccionador nacional e director técnico do Comité Paralímpico Angolano, José Manuel. Em declarações à imprensa, mostrou-se optimista na recuperação da velocista até o dia da viagem."Espero que a Regina recupere e esteja em forma nos próximos dias para o Mundial de Dubai. O Comité Paralímpico faz a sua parte, mas é importante o apoio da família para a recuperação psicológica da atleta", disse.
Sobre os nacionais, avaliou que "os resultados foram excelentes em relação aos do ano passado", que o fazem "um campeonato com balanço positivo". A selecção nacional deixa o país no dia três de Novembro.