Jornal dos Desportos

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Brasil quer sediar a prova

13 de Julho, 2017

Boa fase dos seus pilotos fez o Brasil chamar a atenção no cenário mundial da motovelocidade o que dá ânimo para voltar a sediar a prova

Fotografia: AFP

A grande fase de Franco Morbidelli na Moto2, e a confirmação da ida para a MotoGP em 2018,  fez que o Brasil chamasse a atenção no cenário mundial da motovelocidade. Ainda assim, Morbidelli representa a Itália, e além da mãe brasileira, tem a identificação com o Brasil como ligação com o país.

Com o sucesso de Morbidelli, e o aumento da popularidade no país, muitos desejam ver a MotoGP de volta ao Brasil - a última prova aconteceu em 2004, no extinto Jacarepaguá.Alex Barros, piloto brasileiro com mais sucesso no Mundial, esteve na conferência de imprensa de Morbidelli, em São Paulo, e comentou sobre a possibilidade da categoria voltar ao país, mas deixou claro: é necessário ter um piloto brasileiro na grelha.

“A ideia de trazer a MotoGP para o Brasil é de um aspecto comercial importante. Não basta ter boa vontade nossa como adepto, queremos ter a categoria aqui. Depende da situação económica do país, é um evento caro\", disse.

“Tenho um bom relacionamento com o Carmelo Ezpeleta, nós sempre conversamos todo ano, sobre a possibilidade de trazer a MotoGP para o Brasil. Mas para isso acontecer, precisamos de um piloto brasileiro no Mundial. A MotoGP no Brasil não sobrevive se não tivermos um ídolo por quem torcer\", cravou.

Barros destaca, que a prova até podia chegar ao país, mas não ia sobreviver sem que o público tivesse um representante totalmente brasileiro. Para dimensionar a importância disso, o piloto relembrou o apoio financeiro recebido para permanecer nas 500cc em 1995, quando ficou sem a vaga na Suzuki, e sem dinheiro para continuar no campeonato com as próprias pernas.

“Temos o Franco (Morbidelli) hoje, que leva a meia bandeira brasileira, mas temos só isso. Eu não sei se isso é o suficiente, eu espero que sim. Precisamos de trazer patrocinadores e precisamos do impacto de um ídolo. Se a gente não tiver isso, o evento não dura mais do que três anos, aqui.”

“Isso, já aconteceu no passado, isso, sempre se conversou. Eu sempre participei de reuniões durante a minha carreira. Num momento em que tive dificuldades financeiras para continuar nas 500cc, existiu-se um apoio da Dorna, e a prefeitura do Rio de Janeiro também me apoiou.”

“O valor pago para manter-me na corrida era pequeno, diante do aspecto comercial que trazia o Mundial para cá. Ter um piloto brasileiro a correr na categoria principal, naquele momento, era muito importante.

Nós vamos trabalhar, mas consciente de que a MotoGP só volta ao Brasil quando a situação do país se estabilizar, e com piloto brasileiro. Franco já é importante, mas precisamos de trazer mais.”