Jornal dos Desportos

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Brasil usa satélite israelita para vigiar jogos e fronteiras

22 de Junho, 2016

Brasil usa satélite israelita para vigiar jogos

O Brasil deve usar um satélite israelita de alta resolução, capaz de identificar objectos de 50 centímetros, para melhorar a vigilância durante os Jogos Olímpicos de Agosto e que depois usa para a fiscalização das fronteiras.

O ministro da Defesa brasileiro, Raúl Jugmann, explicou na segunda-feira, numa conferência de imprensa, que a tecnologia vai ser usada por um período experimental de seis meses, abrange os Jogos Olímpicos, mas que o Governo pretende continuar a usá-la para vigiar as suas fronteiras.
“Queremos que este tipo de ferramenta seja alargado para as nossas fronteiras”, afirmou.

Segundo o ministro, o satélite de fabrico israelita, é operado a baixa altitude, a cerca de 500 quilómetros, em média, mas pode descer até aos 450 quilómetros, altura em que identifica objectos de 50 centímetros.

“Tem um altíssimo grau de resolução. É capaz de visualizar e identificar objectos, pessoas, veículos e mercadorias”, informou.

MAIS DE 25 MILHÕES DE EUROS
COI adianta verba para concluir obras


O Comité Olímpico Internacional (COI)  adianta cerca de 26 milhões de euros para ajudar à conclusão das obras dos Jogos Olímpicos Rio2016, revelaram fontes oficiais à Efe.

O COI tinha previsto entregar alguns fundos em Agosto, mas o “estado de calamidade pública”, devido às dificuldades financeiras, decretado pelo estado do Rio de Janeiro, fez com que o organismo adiantasse algumas verbas.

Na segunda-feira, o secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira Franco, disse que o governo Federal vai emprestar dinheiro ao Rio de Janeiro para não passar vergonha internacional durante os jogos Olímpicos e Paralímpicos.

"É necessário ajudar os servidores do Estado do Rio de Janeiro, não podemos 'pagar esse mico (expressão que significa 'passar vergonha) internacional. Assumimos compromissos para os Jogos Olímpicos na gestão anterior que não foram cumpridos", afirmou.

Na sexta-feira passada, há 49 dias do início dos Jogos, o governo do Rio de Janeiro decretou o "estado de calamidade" devido aos graves problemas financeiros que enfrenta.

Desde o final do ano passado, o Estado regista dificuldades em fazer os pagamentos devidos a trabalhadores e aposentados do sector público, e a manutenção de equipamentos de saúde, segurança e educação.