Jornal dos Desportos

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Brasileiros são investigados

11 de Dezembro, 2013

As duas empresas lutam agora na Justiça. A AC&K diz ser vítima da ex-sócia e cobra 17,5 milhões de dólares para ressarcir os investidores. Segundo a empresa, a MC

Fotografia: AFP

Os nadadores brasileiros Cesar Cielo, Thiago Pereira e Fabíola Molina estão envolvidos num esquema de pirâmide financeira investigado no interior do estado de São Paulo, segundo o jornal “Folha de S. Paulo” de ontem. O trio investiu cerca de um milhão de dólares norte-americanos em 2011, com a promessa de lucro rápido.O esquema era encabeçado por duas empresas contratadas para importação e exportação de produtos, que lucravam com o pagamento antecipado de fretes. Diante da crescente procura de indústrias pelo processo, as empresas passaram a procurar investidores, entre eles os três nadadores olímpicos brasileiros.

Uma das empresas é a MC Camargo, de Campinas, que se ocupou da parte operacional do esquema e dos contactos com as indústrias interessadas no comércio com outros países. A outra empresa é a AC&K Berna, de São José dos Campos, que pertence à família de Ricardo Berna, guarda-redes do Náutico e campeão brasileiro em 2010 e 2012.No fim de 2012, segundo o jornal, as duas empresas contavam com mais de 100 investidores, contabilizando 50 milhões de dólares em caixa. No entanto, no primeiro semestre de 2013, a AC&K parou de procurar recursos financeiros entre atletas. Sem lucros, os investidores deixaram de receber o dinheiro que aplicavam no esquema.

As duas empresas lutam agora na Justiça. A AC&K diz ser vítima da ex-sócia e cobra 17,5 milhões de dólares para ressarcir os investidores. Segundo a empresa, a MC Camargo desviou parte do valor investido para pagar aos próprios investidores, como suposto lucro, o que caracterizava um esquema de pirâmide financeira.