Jornal dos Desportos

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Brawn a caminho da Ferrari

16 de Abril, 2014

O despique na Fórmula 1 também é animada com as transferências de directores das principais equipas desputam o título mundial

Fotografia: Reuters

A Ferrari está a preparar o regresso de Ross Brawn, engenheiro que esteve por detrás dos sete títulos de Michael Schumacher, cinco dos quais com a equipa de Maranello, de onde saiu em 2006, como director técnico. Brawn vai ser o verdadeiro sucessor de Stefano Domenicali, que assumiu a direcção da Ferrari em 2008, após a saída de Jean Todt que, com Brawn e Schumacher recolocaram a histórica equipa na rota dos títulos, segundo relatos em Itália e na Inglaterra. Domenicali anunciou na última segunda-feira, oficialmente, a demissão e a Ferrari comunicou a entrada de Marco Mattiacci.

Todavia, este gestor, responsável pela operação da marca na América do Norte, vai ter outro papel, deixando a área executiva a um verdadeiro perito, numa estrutura futura um pouco à semelhança da que vigora na Mercedes. Por enquanto, Mattiacci vai acumular as funções, apesar de não ter experiência na área de competição, até que Brawn assuma o cargo.  Ross Brawn deixou a Mercedes em Fevereiro por não concordar com o cargo que lhe estava reservado, depois de liderar o projecto que está a dar tão bons resultados em 2014.

MERCEDES ANUNCIA
SAÍDA DE BOB BELL

A Mercedes anunciou na segunda-feira que Bob Bell vai deixar a sua direcção técnica em Novembro, com os alemães a atribuírem as suas funções a Paddy Lowe, que já lidera a parte técnica. Bell, de 58 anos, ocupou o cargo em Abril de 2011, compartilhando essa responsabilidade até 2013 com Ross Brawn, que se reformou no fim do ano, sendo substituído por Paddy Lowe, que agora assume total controlo. Bell, que não revela pistas quanto ao seu futuro, já tinha passado pela McLaren, Jordan, Benetton e Renault, principalmente, nas duas épocas vitoriosas de Fernando Alonso (2005 e 2006). O anúncio surge depois de a Ferrari ter igualmente anunciado a saída de Stefano Domenicali dos seus quadros. A Mercedes venceu as três primeiras provas do Mundial de Fórmula 1 do corrente ano.

Alonso e Räikkönen forçaram
saída de Domenicali da Ferrari


A demissão de Stefano Domenicali do cargo de director da Ferrari resultou da enorme pressão que os pilotos Fernando Alonso e Kimi Räikkönen fizeram desde os testes de pré-temporada, quando perceberam que não tinham carro à altura para lutar por vitórias. A explicação está a ser avançada pelos órgãos da comunicação social italianos e britânicos desde que foi anunciada a saída de Domenicali, nesta segunda-feira.

De acordo com os relatos, a saída do italiano ficou selada após a corrida do GP do Bahrain, a 6 de Abril, quando Alonso terminou em nono e Räikkönen em décimo, num desempenho que levou Luca di Montezemolo, presidente da marca, a deixar o circuito bem antes do final.O jornal italiano “La Gazzetta dello Sport” fala mesmo de uma crise prestes a rebentar, processo travado pela saída de Domenicali, que entrou na Ferrari em 1991. Nessa situação, Alonso deve ter sido o mais inconformado, o que traçou o destino do director,  devido a influência que tem sobre Montezemolo,  revela a Sky. O melhor resultado que a Ferrari conseguiu nas três corridas já disputadas foi dois quartos lugares com Alonso, na Austrália e na Malásia.