Jornal dos Desportos

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Britnicos vivem sonho Olmpico

17 de Agosto, 2016

A participao da natao britnica na Ri-2016 foi igualmente histrica.

Fotografia: AFP

O Rio de Janeiro virou uma extensão de Londres. Quatro anos após terem registado como anfitriões o melhor desempenho do país na história olímpica (65 pódios), os britânicos têm conseguido ampliar no Brasil o bom momento. Foram 40 pódios até aqui, número que está a apenas oito da meta que o país havia estabelecido. Com recordes e vitórias em desportos que até pouco tempo não figuravam na lista de sucessos do Team GB, nome dado à delegação britânica, até a segunda posição da China no quadro de medalhas passou a ser ameaçada.

Desde 1984, a China nunca esteve atrás do Reino Unido em um quadro de medalhas de Jogos. Os asiáticos ficaram com a segunda posição na tabela orientada pelo número de ouros em 2012 (38 ouros, 30 pratas e 21 bronzes), e os britânicos obtiveram o terceiro lugar (29 ouros, 17 pratas e 19 bronzes). Até aqui, porém, a situação na Rio-2016 está invertida – o Reino Unido ocupa o segundo posto no quadro, e a China figura em terceiro.

A situação tem muito a ver com uma série de marcas históricas que os britânicos têm batido. No último domingo (14), por exemplo, foram cinco ouros. O país jamais havia acumulado tantas vitórias em um dia de Jogos Olímpicos.Dois dos ouros foram recolhidos pelo ginasta Max Whitlock, que também foi o primeiro atleta britânico a vencer duas competições olímpicas em um dia. No ténis, Andy Murray conseguiu ser o primeiro bicampeão. Um dia antes, Mo Farah (10 mil metros) havia se tornado o primeiro representante do país a ser tricampeão no atletismo. Além disso, a ciclista Laura Trott triunfou na perseguição por equipe. Aos 24 anos, ela já é a mulher com mais ouros na história do Team GB.

A participação da natação britânica na Ri-2016 foi igualmente histórica. Foram seis medalhas, melhor desempenho do país desde 1908, com direito ao atleta que actualmente desponta como o mais soberano entre os homens da modalidade. Depois da aposentadoria de Michael Phelps, 31, ninguém exerce entre os homens na piscina um domínio tão latente quanto o de Adam Peaty, 21, no nado peito.

Bill Furniss, técnico chefe da natação britânica, ainda acha que o número de medalhas poderia ser maior: “Algo ficou preso na minha garganta. Se você olhar, tivemos ficamos com a quarta posição em sete provas. Em pelo menos quatro, o pódio tinha alguém que já havia sido apanhada em exame antidoping. Acho que sofremos mais do que qualquer outro país”.

Sofrimento, contudo, passa longe do que os britânicos têm vivido no Rio. Desportos em que o país europeu mais arriscou no ciclo que culminou em Londres-2012 têm puxado uma fila de conquistas extremamente significativas. É o caso do ciclismo, que rendeu oito ouros aos donos da casa em 2012. Até aqui, já foram quatro. A meta total do Team GB para a Rio-2016 é acumular 48 pódios, o que seria um recorde para o país em uma edição longe de casa.