Jornal dos Desportos

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Button aprova interferência entre pilotos e equipas

30 de Setembro, 2014

Piloto britânico aprova mudanças da FIA por causa das interferências na comunicação

Fotografia: AFP

Jenson Button aprovou a interferência da Fórmula 1 na comunicação entre pilotos e escuderias. Para o britânico da McLaren, a ajuda das equipas é prejudicial para a carreira dos novatos.“Os novos pilotos chegam a receber instruções de onde devem ser mais rápidos, onde têm de travar, quanto têm de gasolina, é algo que me tem irritado”, declarou o britânico à revista “Autosport”.  O inglês de 34 anos é contra qualquer tipo de auxílio externo. Para ele, a nova regulamentação da categoria tem de ser rígida na questão.“Se as novas regras para comunicação no rádio proibirem as equipas de nos dizer qualquer coisa, vão fazer o que devia  ser feito”, afirmou.O britânico defendeu que os pilotos têm de fazer os deveres de casa e estudar o traçado antes das provas. Button aponta vantagem aos veteranos sobre os novatos da Fórmula 1.
“Nós temos de fazer o nosso dever de casa e planear a corrida correctamente. Acredito que os pilotos mais experientes são melhores nisto”, disse.

Caterham quer
renovar contrato

O sueco Marcus Ericsson deve continuar no grid da Fórmula em 2015. Durante o período de estreia na categoria com a equipa Caterham,  tem agradado à equipa, que já planeia renovar o vínculo com o piloto de 24 anos de idade para a próxima edição do campeonato.Em 2014, Ericsson registou  como melhor resultado a 11ª posição do Grande Prémio de Mónaco, sexta etapa do calendário. Com cinco abandonos, teve o seu desempenho prejudicado pelo mau rendimento do carro da Caterham, equipa que ainda não somou pontos este ano.

“Estamos felizes com o progresso que ele tem feito e as portas estão abertas para o próximo ano. Começámos a falar com os empresários e apoiantes, porque este ano a equipa investiu no seu desenvolvimento como novato. Íamos ficar muito felizes de tê-lo no ano que vem no nosso carro, já a colher os frutos deste aprendizado”, disse o chefe da Caterham, Manfredi Ravetto, à revista britânica “Autosport”. No GP de Singapura, última prova disputada no calendário da Fórmula 1, Ericsson foi 15º, depois de largar na 22ª e última posição.“Lamento por causa das oportunidades que ele perdeu nos treinos livres e nas classificativas por falhas técnicas, porque sem elas ele podia ter começado numa posição melhor. Mesmo assim, foi incrível em segurar os carros da Marussia atrás dele e fez uma corrida fantástica numa pista muito difícil”, disse o dirigente.