Jornal dos Desportos

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Modalidades

Button quer vitoria no circuito inglês

20 de Junho, 2013

Jeson Button, assumiu que a época não está a correr de feição à equipa britânica

Fotografia: AFP

O piloto da McLaren-Mercedes, Jeson Button, assumiu que a época não está a correr de feição à equipa britânica mas tem grandes expectativas para a próxima etapa do calendário no circuito de Silverstone em Inglaterra.Com um saldo negativo após sete corridas disputadas, o melhor que a McLaren-Mercedes conseguiu obter foi um quinto lugar no Grande Prémio da China, mas o britânico Jenson Button acredita que “em casa”, com o apoio dos adeptos, os resultados positivos vão aparecer.

“Existem muitas coisas que um piloto precisa de ter para ser bom aqui [em Silverstone], mas ele também precisa de trabalhar com uma boa equipa e ter um bom carro. Para nós, este Grande Prémio será com certeza difícil, mas acredito que estaremos fortes comparados com as etapas anteriores, porque é um circuito rápido. Na parte da aerodinâmica estamos bem, o nosso problema é mesmo a qualidade do carro”, realçou Jenson Button na antevisão do GP da Grã-Bretanha, marcado para 30 deste mês.

“Apesar de atravessarmos tempos difíceis, ainda adoro vir a Silverstone devido ao apoio que recebo da multidão. Lembro-me particularmente de uma época, em 2008, quando estávamos muito mal [com a Honda] e mesmo assim recebi um enorme apoio, o que foi muito bom e ajudou-me para o resto da temporada”, acrescentou.

“Estou ansioso pelo início da prova e espero ver a casa lotada. Vamos lutar e fazer o melhor que pudermos. Será difícil conseguir um pódio, mas o mais importante para nós é extrair o máximo do que temos. Com sorte, isso será o necessário para os fãs que nos têm apoiado imenso”, enfatizou o piloto britânico.Na classificação do “mundial” de Construtores, a McLaren-Mercedes encontra-se na sexta posição, com 37 pontos. Entre os pilotos, Jenson Button está em 10º, com 25 pontos, 13 à frente de seu companheiro de equipa Sergio Pérez, 12º.

Federação adia GP Casa Blanca


A Federação Angolana dos Desportos motorizados adiou terça-feira última a realização do Grande Prémio Casa Blanca, inicialmente previsto para este final de semana no Autódromo de Luanda. A prova adiada devido a questões administrativas está agora marcada para os dias 23 e 24 deste mês. Os automobilistas e motociclistas nacionais dado ao adiamento procedem à manutenção dos seus artefactos com vista à disputa do Grande Prémio “Casa Blanca”, pontuável para a quarta jornada do Campeonato Nacional de Velocidades.

A prova é organizada pela Federação Angolana dos Desportos Motorizados, com produção da empresa Casa Real e apoio da empresa HLJ.Automobilistas da Huíla, Benguela, Kwanza-Sul, Huambo, Namibe e de Luanda efectuam as respectivas inscrições, ao passo que aproveitam o fim-de- semana que antecede o evento para a realização de sessões de treinos nas respectivas províncias.

O evento, conta com a disputa das categorias dos open 2000, 1500, radicais e motorizadas, 600cc, está a ser aguardado com grande ansiedade por parte dos amantes da modalidade ao nível da capital.O Jornal dos Desportos apurou junto da secretária-geral da Federação, Sónia Peixoto, que a instituição trabalha em sintonia com a empresa promotora para que o evento seja coroado de êxito.Os representantes das duas instituições voltam a reunir-se, nos próximos dias, para passar em revista os aspectos técnicos em volta da prova, aberta a todos os pilotos nacionais.

“Não foi possível realizar a prova na data marcada devido a questões de força maior, mas as condições foram criadas para que na semana a seguir os nossos pilotos possam fazer uma prova sem entraves de ordem organizacional”, frisou a responsável. Sónia Peixoto referiu que a direcção da federação está a trabalhar com precaução para que as medidas de segurança estejam asseguradas, em função do incidente que aconteceu aquando da disputa da terceira jornada do nacional, em Benguela, que resultou na morte de duas pessoas.

Fórmula 1
Brawn representa Mercedes

A Mercedes anunciou terça-feira que o chefe Ross Brawn vai representá-la no Tribunal Internacional da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Paris, em julgamento programado para hoje. A equipa foi investigada por ter realizado testes secretos com a Pirelli, supostamente por infringir o regulamento da Fórmula 1.Durante o final de semana do GP de Mónaco, Red Bull e Ferrari revelaram que a Mercedes andou aproximadamente 1000 km com pneus da Pirelli após a etapa espanhola da F-1.Como utilizou o carro de 2013 e seus pilotos titulares, o acto repercutiu negativamente e foi considerado irregular por outras equipas e passou a ser investigado pela FIA.

O facto de Nico Rosberg e Lewis Hamilton terem usado capacetes anónimos reforça a hipótese.A entidade máxima do automobilismo não permite testes dessa natureza apenas com bólidos do ano actual ou anterior. Apesar disso, o contrato da fornecedora italiana com a FIA permite que ela realize 1000 km de actividades com qualquer equipa, desde que a oportunidade seja oferecida a todas as outras, o que não aconteceu.Apesar de Pirelli e Mercedes alegarem inocência, Ross Brawn recentemente assumiu a responsabilidade do caso, por alegar ter sido quem decidiu pela realização dos testes. Em Paris, Ross Brawn não vai ter a companhia do director de competições da equipa, Toto Wolff, nem do chefe supervisor, Niki Lauda.