Jornal dos Desportos

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Campe tem unidade de fora "extra"

02 de Março, 2016

Cowell o responsvel pelos motores

Fotografia: Reuters

O director de alta performance da Mercedes, Andy Cowell, responsável pelos motores da marca alemã admitiu que a equipa pode guardar uma das suas unidades de força de 2016 para utilizar  naqueles casos em que necessite de desempenho extra. Como a F1 passou a permitir que cinco - não mais quatro - unidades sejam utilizadas por época, um modelo "especial de desempenho" está nos planos.

Com o regresso do Grande Prémio da Alemanha e a entrada da prova em Baku, o calendário aumentou para 21 corridas e o limite de unidades de força recebeu também um pequeno aumento. O limite é imposto para que os custos das equipas se mantenham controlados. Caso excedam os limites, os pilotos recebem punições desportivas.
A decisão de guardar um exemplar do  motor para usá-lo quando precisar despejar potência, vai ser tomada depois da avaliação final da confiabilidade, que decorre em Barcelona, segundo Cowell.

Em declarações à imprensa, o responsável assegurou que os planos da equipa alemã estão baseados na pretensão de usar quatro unidades de força em 20 corridas.
"O andamento das próximas duas ou três semanas vai definir a agressividade com a qual vamos trabalhar a partir de Melbourne. ", disse.

Todas as avaliações estão centradas nessa direcção. Se a conclusão for o número definido, a equipa ganha "uma unidade de bónus", o que pode ajudar na "questão de qualidade" se a equipa quiser fazer "algo especial no desempenho".

Andy Cowell revelou que "há um trabalho extenso na fábrica e quatro exemplos de unidade de força estão a ser testadas em Barcelona para avaliar se o hardware com o combustível e o lubrificante são duráveis e confiáveis".
De recordar que caso um dos Grandes Prémios abandone o calendário antes do campeonato começar, a 20 de Março na Austrália, o limite de quatro unidades de forças é accionada.

SONHO
Ricciardo deseja
pilotar a Ferrari


Daniel Ricciardo é um dos pilotos mais talentosos da nova geração da F1. O australiano teve um bom começo de carreira, sobretudo na Toro Rosso, e chegou à matriz Red Bull em 2014 para substituir o compatriota Mark Webber, que se aposentou. Naquele ano, Daniel fez furor na F1 e foi o único a quebrar a hegemonia da Mercedes ao vencer três corridas e superou ao tetracampeão Sebastian Vettel na classificação geral do Mundial. Depois de um ano atípico e sem vitórias da Red Bull, Ricciardo volta renovado para 2016, a pensar além.

Ricciardo tem contrato com a Red Bull até o fim desta época, o mesmo período que Kimi Raikkonen tem de vínculo com a Ferrari, renovado no ano passado. Da mesma forma, os rumores sobre a segunda e cobiçada vaga em Maranello, que tanto envolveram Valtteri Bottas em 2015, devem surgir e envolve também o nome de Daniel.

Em entrevista ao jornal australiano ‘Sunday Age’, Ricciardo disse que o seu nome foi ventilado, como alguns outros quando a Ferrari estava à procura de um piloto. Sobre o futuro, manifestou que "tudo o que quer é colocar as mãos num carro vencedor e ter uma oportunidade".

" Se algum dia vai ser da Ferrari, não sei dizer. Tenho a certeza de que pelo menos 90 por cento dos pilotos acompanham a Ferrari desde pequenos, porque, de uma forma ou de outra, conhecíamos a F1 por causa da Ferrari”, comentou.

O australiano realçou que "é interessante, mas só interessa se tiverem o melhor carro".
Em declaração veiculada pelo jornal ‘West Australian’, Ricciardo falou sobre como se preparou para a época'2016 com a Red Bull.
“Nunca comi de forma tão saudável quanto agora. É bastante satisfatório, mas ao mesmo tempo estou a fazer tudo isso de maneira inteligente. Não é ficar magrelo e me sentir fraco”, afirmou o sorridente piloto.

Após os quatro primeiros dias de testes de pré-época, Ricciardo acredita que a luta da Red Bull deve ser com a Williams, uma vez que não aposta numa mudança na ordem de forças no topo da F1.

“A época deve começar mais ou menos da mesma forma que terminou. Estou a considerar que a Mercedes e a Ferrari são as duas equipas com metas de topo, então, esse é o top-4. No ano passado, a Williams foi quinto e sexto. Devemos estar perto da Williams, um pouco atrás deles”, disse.

Daniel Ricciardo disse que a Force India parece muito bem, a Toro Rosso fez tudo bem, mas a equipa pode ser bem melhor do que estar em décimo.
“Entre a Mercedes e a Ferrari, a questão é o quanto a Ferrari pode diminuir a diferença. Vai ser uma luta interessante", disse.
Atrás das duas equipas, o australiano realçou que a Williams deve começar onde parou.” disse.