Jornal dos Desportos

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Candidatura agrada à IAAF

28 de Março, 2016

Lisboa ser o palco da edição de 2020 da prova.

Aproveitando a realização do Mundial de Meia-Maratona em Cardiff, Carlos Móia deslocou-se ao País de Gales onde se reuniu com Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Motivo: falar da possibilidade de Lisboa ser o palco da edição de 2020 da prova.

"Ficaram muito entusiasmados e gostaram muito da ideia", referiu o presidente do Maratona Clube de Portugal sobre o encontro. Móia sublinha que a IAAF "gosta muito de Lisboa" e que reconhece qualidade na Meia-Maratona da capital. "Vêem na ‘Meia’ de Lisboa uma prova super-rápida, muito propícia a recordes.

Além disso, Lisboa é uma cidade que está na moda", frisou. Durante a presença em Cardiff, a IAAF destacou ainda os recordes mundial em cadeiras de rodas, conseguidos precisamente em Lisboa pelos atletas britânicos David Weir (42,23 m) e Rochella Woods (49,49 m). "Todos me dizem que são tempos inacreditáveis", conta Carlos Móia.

A edição de 2018 do Mundial de Meia-Maratona será disputada em Valência, na vizinha Espanha, e Lisboa terá de apresentar oficialmente a candidatura no próximo ano. Prometida está uma visita de Sebastian Coe a Lisboa, que deverá acontecer num futuro próximo. Tal como a Meia-Maratona de Lisboa, a prova deverá juntar profissionais e atletas amadores.

MEIA-MARATONA
Queniano renova
o título mundial


O queniano Geoffrey Kamworor conservou o título de campeão mundial de meia-maratona, na prova de sábado disputada nas ruas de Cardiff, com intenso domínio africano.

Kamworor foi cronometrado em 59.10 minutos, batendo por 26 segundos o seu compatriota Bedan Muchiri e por 49 segundos o britânico Moh Farah, actual campeão olímpico de 5.000 e 10.000 metros e primeiro europeu na meta.

Farah foi o único não africano a intrometer-se no habitual duelo entre quenianos e etíopes, que asseguraram sete das posições do top-10. Mais intensa ainda foi a onda queniana na corrida feminina, país que assegurou os três primeiros lugares e ainda o sexto e o sétimo.

No pódio ficaram Peres Jechirchir (1:07.31 horas), Cynthia Limo (mais três segundos) e Mary Ngugi (mais 23).
 A prova ressentiu-se da ausência dos melhores fundistas da actualidade e da fraca aposta das selecções europeias, com excepção da britânica.