Jornal dos Desportos

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Carl Herrera relembra Jogos Olímpicos

28 de Julho, 2016

Carl, extremo de 2,06m e dono de uma defesa espectacular

Fotografia: DR

Com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro à porta, a história do basquetebol americano vem à baila. Lembranças agradáveis preenchem a grelha de diferentes órgãos de comunicação. É assim que, do baú saiu Carl Herrera, o primeiro latino-americano a conquistar título da NBA. O venezuelano de 50 anos de idade ganhou o anel de campeão com o Houston Rockets, em 1994 e 1995, numa época sem presenças de muitos jogadores estrangeiros. Herrera também actuou por Spurs, Grizzlies e Nuggets.

Com a carreira de sucesso também na Europa (jogou no Real Madrid) e empolgado com a selecção venezuelana presente no Rio de Janeiro para a segunda participação nos Jogos Olímpicos da história do basquetebol do país, Carl, extremo de 2,06m e dono de uma defesa espectacular tanto no perímetro quanto perto da cesta, relembra os principais momentos da sua carreira. Os títulos da NBA, a sua infância difícil, o duelo contra Magic Johnson, o seu ídolo, e a emoção de ter levado a sua nação pela primeira vez aos Jogos Olímpicos em Barcelona, 1992.

"Não dá para prever muita coisa, porque o nosso grupo é duríssimo, com EUA, França, Austrália, China e Sérvia. São adversários fenomenais. Mas temos uma selecção que tem muito potencial. Em pouco tempo, esta equipa aprendeu como se joga o verdadeiro basquetebol, o basquetebol que se joga em conjunto. O nosso grupo mantém as características, mas conseguiu mesclar com um jogo mais, digamos, europeu. Diferente do que fazíamos até pouco tempo atrás. Não temos muita altura, mas temos muita velocidade e, no momento, confiança também, o que é importante", disse.

Sobre a passagem de fase, Carl Herrera tem uma palavra própria.
"É difícil passar de fase, mas nada é impossível. A bola é redonda. Chegamos com muita confiança e jogamos como deve ser. Uma coisa que tenho dito é: obrigatoriamente temos de subir a intensidade. Nos Jogos Olímpicos estão as 12 melhores equipas do mundo e não os melhores do continente. Esta questão de ser intenso os 40 minutos do jogo é muito fundamental para a nossa equipa fazer um bom papel".

A Venezuela conseguiu a vaga para os Jogos Olímpicos do Rio'2016 de maneira até certo ponto surpreendente. Ganhou o Sul-Americano em 2014 e anos passado ganhou do Canadá numa das meias-finais no Pré-Olímpico disputado no México. Neste ano, também conquistou o título do Sul-Americano. O que esperar desta equipa venezuelana?