Jornal dos Desportos

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Modalidades

Carlos Alberto apela formao de quadros

16 de Maio, 2015

Carlos Alberto , formao ,quadros

Fotografia: Jornal dos Desportos

 O nadador angolano, Carlos Alberto, da categoria sénior do Clube Náutico da Ilha de Lunada, ( CNIL) aponta a formação de quadros como um dos factores fundamentais, para o desenvolvimento da modalidade nos próximos tempos. “ Para atingirmos o patamar que os outros têm hoje, penso que temos de apostar na formação de quadros, a começar pelos técnicos, atletas, dirigentes, cronometristas e todo o grosso de pessoal que envolve a natação directa ou indirectamente”, referiu.

Para Carlos Alberto, que está na África do Sul há três anos, em formação, hoje vê a realidade angolana com outros olhos.“Vou fazer uma breve comparação da nossa realidade e a realidade sul-africana. Neste momento, temos três clubes em competição interna e naÁfrica do sul são 30 clubes e cada um deles, com 40 a 30 atletas, a competir nas competições internas, em vários escalões. Só para ter uma ideia que dois clubes sul-africanos é o grosso da nossa natação completa”, realçou.

O nadador reconhece que a realidade dos sul-africanos em termos de apoios e  condições de trabalho é diferente da nossa, mas afirma, que com um pouco de dedicação e formação do pessoal as coisa na natação nacional podem melhorar.“Um dos grandes segredos da evolução sul-africana é a maneira e responsabilidade em que os nadadores são envolvidos e levam à sério a sua preparação para cada campeonato, quer interno ou internacional”, disse.Carlos Alberto referiu ainda que nos últimos anos, a natação em África, tem dado saltos positivos e aponta Moçambique e as Ilhas Maurícias, como uma das referências.

“No zonal que acolhemos, as Ilhas Maurícias e Moçambique deram um salto muito grande, apesar  dos moçambicanos ficarem na quinta posição com 43 medalhas, vimos que os seus nadadores estiveram em número reduzido, mas ainda assim estiveram bem nas provas”, salientou.O jovem atleta realçou, que podemos ter boas piscinas espalhadas em várias províncias do país, “mas se não tivermos massa humana formada, a dar os primeiros passos da natação  nesses lugares vamos continuar sempre a competir com o número de  clubes que temos”, disse.