Jornal dos Desportos

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Carlos Queirs reconhece e reala virtudes de Chinho

Paulo Caculo - 13 de Julho, 2019

Entre as individualidades presentes no funeral do ex-jogador, destaque para o secretario de estado do Desporto, Carlos Almeida, e o presidente do Petro de Luanda, Toms Faria, dentre outros.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os restos mortais de Chinho repousam desde quinta-feira, 11, no cemitério da Santa Ana. Uma multidão, entre familiares, amigos e agentes desportivos testemunharam o enterro do ex-futebolista, assassinado na manhã da última segunda-feira, dia 8, no bairro Sapu II, Distrito Urbano da Cidade Universitária.
Entre os inconformados com a morte do ex-futebolista, presentes no funeral, realce para Carlos Queirós, antigo coordenador das escolas de formação do Petro, e principal mentor da carreira de Chinho, tendo sido pelas suas mãos que o antigo futebolista chegou ao Catetão, após passagem pelas escolas do Desportivo da Nocal.
\"É muito triste o que aconteceu com o meu garoto Chinho. Pensávamos que seriam os garotos que deviam nos enterrar, mas está a ser o contrário. Nós é que estamos a enterrar os garotos\", apressou-se a lamentar o actual treinador dos escalões de formação dos tricolores.
\"Essa delinquência está demais e as nossas autoridades têm de tomar medidas. Está muita arma em posse de pessoas indevidas. Veja só um garoto de 36 anos, com um trajecto tão lindo, acabar assim\", deplorou.
Carlos Queirós referiu ter sido de sua iniciativa que transferiu Chinho, Renato e mais alguns  jogadores, anteriormente pertencentes à equipa da Nocal, para o Petro de Luanda, depois de se terem notabilizado ao serviço da formação cervejeira. \"O Chinho veio da Nocal, dos escalões de formação. Trabalhou com o Kilamba e o Hamlet Campos e eu era o coordenador do futebol. Quando deixo a Nocal e vou para o Petro, levo estes talentos comigo e eles passam a ser do Petro, porque tinham muita qualidade. No ano em que os levei fomos campeões nacionais, em 95/96. O técnico considera o ex-futebolista com perfil próprio. Diz ter sido um atleta talentoso, de selecção, com categoria e que não atingiu o futebol profissional na Europa, por manifesta falta de sorte, já que as lesões o perseguiram.
\"O Chinho tinha carácter, empatia, era simpático e carisma. A ilusão dele era ser um bom dirigente e empresário, após deixar de jogar futebol. A última vez que vi o Chinho vinha no meu carro antigo e disse-me \"Man Queiras, sempre nesse carro\", eu respondi: \"calma, vocês jogadores vão mais depressa e nós treinadores mais devagar, dependemos de resultados\", recordou.
Entre as individualidades presentes no funeral do ex-jogador, destaque para o secretario de estado do Desporto, Carlos Almeida, e o presidente do Petro de Luanda, Tomás Faria, dentre outros.