Jornal dos Desportos

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Modalidades

Carlos Rosa assegura estabilidade

Gaudêncio Hamelay - Lubango - 19 de Outubro, 2016

Carlos Rosa, garantiu durante a apresentação do programa

Fotografia: Jornal dos Desportos

O presidente cessante da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Carlos Rosa, garantiu durante a apresentação do programa de candidatura, no Lubango, existir estabilidade no seio da modalidade. Carlos Rosa sustentou que os efeitos alcançados pelo elenco cessante, ao longo dos dois mandatos, são visíveis e os associados têm consciência disso.

“Os feitos do nosso mandato são evidentes. Creio, que dentro do manifesto apresentado está claro, e os associados têm de ter consciência que há estabilidade no atletismo, em função destes dois mandatos. Há cumprimento no que concerne à calendarização dos campeonatos nacionais programados pela área técnica e descentralização, inclusive dos locais onde vamos realizar as provas”, assegurou.

O concorrente à própria sucessão pela lista “A”, referiu que durante os dois mandatos, das 18 províncias que compõem o mosaico nacional, apenas nas províncias do Cunene e Lunda Norte é que não foram realizadas provas.

 “De resto, realizamos actividades noutras províncias. Por isso, o importante é trabalhar de maneira a que aumentemos o número de pessoas com comprometimento e disponibilidade de trabalhar, para o desenvolvimento do atletismo nacional”, aclarou.Carlos Rosa apontou que se observa a nível da Federação e Associações, infelizmente, por altura da tomada de posse, comparecem duas dezenas de pessoas, e depois para o funcionamento, apenas, meia dúzia se predispõem a trabalhar.

Disse que a Federação quer inverter o quadro, conta deste modo com pessoas comprometidas com o atletismo. “Queremos pessoas que se comprometam com a modalidade,  assumam que têm disponibilidade para conjuntamente invertermos o quadro actual da modalidade no país”,  disse.

Carlos Rosa afirmou que apesar das pessoas pensarem que o atletismo é só no final de ano, com a realização da corrida da São Silvestre de Luanda, a 31 de Dezembro, a modalidade é praticada no país ao longo do ano.

“Infelizmente, continuamos a pensar que o atletismo é só no final de ano. Erradamente, para a Federação é muito mais importante os campeonatos nacionais. Os apoios dos governos provinciais e a atenção que é dada por altura da realização da São Silvestre de Luanda, deve ser igual durante a efectivação dos campeonatos nacionais. Há atletismo a nível nacional porque existem Associações criadas”,  confirmou.

O presidente cessante revelou que o problema consiste na funcionalidade, e no défice existente na maior parte das provinciais, em termos de treinadores.

Por essa razão, anunciou Carlos Rosa, um dos objectivos da candidatura na continuidade, recai na aposta da formação contínua, de maneira a que se possa inverter o quadro e dar oportunidade de surgimento de outros monitores e técnicos. “Por isso, temos de continuar numa perspectiva de médio e longo prazos com a formação de técnicos para a modalidade”, prometeu.
GH