Jornal dos Desportos

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Carros eléctricos abrem tecnologia EV

08 de Maio, 2015

"Agora, o tempo passou e vamos ver", disse.

Fotografia: AFP

Os carros eléctricos da Fórmula-E vão ser bem mais velozes na segunda época da categoria, que começa em Setembro deste ano. A parte técnica da F-E, ligada à tecnologia EV, ainda pouco explorada, vai ser aberta durante as próximas épocas. A informação foi prestada por Alejandro Agag, director geral da categoria.

A segunda época vai ter desenvolvimento de diferentes caixas de força, enquanto baterias distintas entram em jogo para 2016-17. O programa técnico posto em prática para a época inicial da categoria foi propositadamente cuidadoso, segundo Agag em entrevista à revista inglesa 'Autosport'.
"Não quero dar uma ideia de segundos por volta, mas os ganhos vão ser significantes na segunda época. Mesmo nessa temporada, as equipas já aprenderam muita coisa sobre gestão das corridas e que precisam de tirar mais dos carros.

Estão a trabalhar duro para bater o adversário e a competição vai ficar mais séria, quando as fabricantes entrarem em acção", disse.
Para a presente época, as equipas produziram 40 carros num curto espaço de tempo e tiveram de ser cuidadosas com o desempenho. "Esse é apenas o ponto inicial", disse. Para o chefão da categoria, manter uma especificação única para todas as equipas além da época inicial seria uma derrota para a categoria, porque todos estão aptos a competir.

"Todas as pessoas do automobilismo e as equipas estão aqui para competir. É uma óptima coisa sobre a competição. Por isso, criámos esse campeonato. De outra forma, não sei o motivo de fazer. É para vencer os outros e isso motiva a todos", concluiu. Embora o aumento da velocidade seja pauta da F-E, os pilotos não estão insatisfeitos. Para Jean-Éric Vergne, que estava na F1 até final de 2014, mesmo que a velocidade de outras categorias não exista ainda, os carros são muito difíceis de serem conduzidos.

"Mesmo que não seja rápido, ainda é extremamente difícil guiar. Não há muita aderência e os carros são pesados. É muito mais difícil maximizar a potência que noutros carros. Falámos com outros pilotos e dizem que é mais difícil ser rápido nesse carro que num de F1", falou à 'Autosport'.  Éric explicou que "num carro de F1, sabe-se quando uma curva pode ser feita de uma vez e confia na aderência". "Aqui, não se pode confiar. O carro mexe-se muito mais, não é fácil", disse.

António Félix da Costa, que já venceu uma corrida na F-E, espera mais aceleração que velocidade final. O português disse que "seria bom ter mais força assim que se aperta o pedal". "No momento, aperta o acelerador a sair de cada curva e está bem, não patina, não tem problema. Então poderia ser mais desafiador nesse sentido. Mas a velocidade final não é tão importante", afirmou. "Já parece mais rápido do que é, porque não tem som do motor e nesses circuitos apertados de rua e propensos a alguns acidentes grandes, poderiam aparecer se as velocidades fossem muito altas", encerrou.

MARK WEBBER
Vettel sentiu acidente
de Michael Schumacher

Mark Webber acredita que o acidente sofrido por Michael Schumacher nos Alpes Franceses contribuiu para a queda de rendimento de Sebastian Vettel na F1 em 2014. Depois de anos de domínio, o alemão viveu uma época apagada no ano passado, inclusive foi batido por Daniel Ricciardo, seu companheiro de equipa.

Em declarações ao canal FOX Sports, Mark Webber avaliou que, além do nascimento do primeiro filho de Vettel, o acidente de Schumacher também foi um factor na queda de rendimento do tetra-campeão mundial. O heptacampeão da F1 sofreu um grave acidente enquanto esquiava nos Alpes Franceses em 29 de Dezembro de 2013 e está em recuperação desde então.

"Só vamos descobrir mais adiante, provavelmente vai abrir-se mais sobre aquele ano e o que aconteceu; olhando de fora, o acidente de Michael abalou-o, atingiu-o, já que é muito próximo de Michael", disse Webber. Mark Webber realça que "o tetra-campeão teve um filho e de repente, talvez os tempos de volta não fossem os melhores nos primeiros meses do ano, e aí começou uma bola de neve".

Webber dividiu as atenções na Red Bull com Vettel entre 2009 e 2013 e a parceria entre os dois nem sempre foi fácil. Em declarações a uma rádio de Dubai, Mark contou que a relação com o ex-companheiro é hoje mais tranquila. "Na verdade, voámos de Melbourne para Dubai, depois do Grande Prémio de Melbourne; sentámo-nos juntos e tivemos uma boa conversa. O tempo é um óptimo curandeiro. Quando está lá a lutar e quer o mesmo território, é muito difícil dar um tempo", contou. Webber concluiu que estavam em desacordo no fim de contas, mas não estão em desacordo quando tiram os capacetes. "Agora, o tempo passou e vamos ver", disse.