Jornal dos Desportos

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Modalidades

Caso Adão Kondi agita conclave

Álvaro Alexandre - 24 de Abril, 2015

Coordenador da Comissão de Gestão da Associação de Luanda Adão Mabeka Kondi recusa acusações sobre peculato

Fotografia: José Soares

Os relatórios de actividades e financeiros de 2013-2014 centralizam amanhã, na sala de conferência do Comité Paralímpico Angolano, à Cidadela Desportiva, a Assembleia Geral ordinária da Federação Angolana de Lutas, presidida por António Vemba.A realização de fraca actividade desportiva no ano corrente vai suscitar esclarecimentos dos associados, principalmente, os de Luanda, que mantêm divergências na apreciação e condução das Lutas no país. É de recordar que Luanda é dirigida por uma Comissão de Gestão liderada por Adão M. Kondi.

Outro ponto "quente" do conclave é a decisão final sobre o "Caso Adão M. Kondi", supostamente acusado de falsificar cheques e subtrair 470 mil kwanzas indevidamente dos cofres da Federação Angolana de Lutas."O membro foi suspenso por crime de peculato, no dia 7 de Março de 2012, na sala do Comité Paralímpico Angolano, por ter negado assinar o termo de responsabilidade para repor os quatrocentos e setenta mil kwanzas, falsificação de cheque e mau relacionamento com atletas, clubes e dirigentes das associações", explicou.

Os representantes das associações provinciais de Cabinda, Cuanza Norte, Cuando Cubango,  Huambo, Luanda (membro observador), Malanje, Uíge e Zaire têm a missão de definir as estratégias para elevar a imagem da modalidade no país e traçar as metas até ao fim do actual ciclo olímpico.

ADÃO KONDI
RESPONDE

O coordenador da Comissão de Gestão da Associação de Luanda, Adão Mabeka Kondi, recusa a acusação de António Vemba. O antigo vice-presidente da Federação Angolana de Lutas disse que não assinou o documento por não concordar com a decisão que havia sido tomada. O responsável associativo sustenta que "houve violações graves" durante a aludida Assembleia Geral ordinária que decidiu suspendê-lo.

 Na lista de irregularidades, aponta a ausência do representante do Ministério da Juventude e Desportos e do secretário da Assembleia Geral, falta de credenciamento dos associados, "o que indiciou a falta de seriedade". Para Adão Mabeka Kondi, "a modalidade é vítima de aproveitadores que desejam mandar sem qualquer conhecimento da matéria". O exemplo, segundo Adão Kondi, vem da ausência constante dos principais responsáveis na instituição, que mais se fazem presentes na província do Uíge, em contactos pessoais, do que na administração das lutas.