Jornal dos Desportos

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Caterham confirma Kobayashi

18 de Novembro, 2014

O japonês Kamui Kobayashi volta às pistas da F1 sem a companhia de Marcus Ericsson contratado pela Sauber

Fotografia: AFP

O japonês Kamui Kobayashi vai pilotar um dos carros da Caterham no Grande Prémio de Abu Dhabi, última prova do Mundial de Fórmula 1. A equipa de Toni Fernandes teve de recorrer à ajuda popular para reunir o dinheiro que precisava para competir neste fim de semana, na prova do encerramento do campeonato. A Caterham não pôde fazê-lo nos Estados Unidos e no Brasil.A equipa já confirmou a presença de Kobayashi no circuito Yas Marina e vai anunciar em breve o nome do segundo piloto. O sueco Marcus Ericsson foi contratado pela Sauber para 2015 e quebrou o seu contrato com a Caterham.

ROBERT KUBICA
NEGOU O TESTE

O polaco Robert Kubica teve a oportunidade de voltar a conduzir um carro de Fórmula 1, mas recusou em 2013, quando lhe ofereceram um teste na categoria. Sem condições de voltar a correr na elite do automobilismo, não quis criar falsas expectativas.Kubica pilotou na F-1 entre 2006 e 2010, mas sofreu um grave acidente em Fevereiro de 2011 durante uma prova de rali na Itália. O polaco passou por diversas cirurgias de recuperação, mas ainda tem a mobilidade do seu braço direito reduzida. Mesmo assim, disputa o Campeonato Mundial de rali.

“Havia um plano para testar um carro da F-1 e podia fazer isso, confortavelmente. Mas a minha questão era o que vinha depois. O próximo passo não era possível por causa das minhas limitações. Então não fiz para me proteger. Existia um risco muito grande que gostava e aí era como  dar-me  uma facada no peito”, disse Kubica ao jornal britânico “The Mirror”.

De acordo com o próprio piloto polaco, as suas limitações de rotação no antebraço e no punho direito podem ser compensadas num carro de rali ou turismo com movimentos de ombro. Dentro do cockpit dos carros de Fórmula 1, não há espaço suficiente para isso. Assim, Kubica podia ficar impossibilitado de correr em algumas pistas da categoria de elite do automobilismo, como Mónaco e Singapura, em que há curvas muito fechadas. O polaco já fez trabalhos no simulador da equipa Mercedes, dominante na época.

“Se penso na Fórmula 1? Sim e não. Você tem de viver pelo que vem, não pelas memórias. Podia ir às corridas e ter mais contacto com os meus amigos e pessoas que conhecia na F-1. Mas decidi evitar. Não é porque não sou amigável, mas por me trazer lembranças”, explicou.