Jornal dos Desportos

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Modalidades

Catinton fervilha amanhã com disparos

Hélder Jeremias - 21 de Outubro, 2016

Demóstenes Solunga assegura disponibilidade do campo de tiro às equipas interessadas

Fotografia: Nuno Flash

Uma sessão de treinos livres junta amanhã, no Cantiton, os atiradores da Força Aérea Nacional (FAN) nas pranchas do campo de tiro do Regimento da Defesa Anti-aérea com vista a participação no torneio amistoso promovido pelo Interclube nos dias 29 e 30 do corrente. A informação foi avançada pelo chefe de departamento de tiro do clube da FAN, Demóstenes Solunga.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o responsável assegurou que uma equipa de técnicos deve proceder nas próximas horas à manutenção das máquinas, de forma que os atiradores que se fizerem presentes durante o fim-de-semana não se deparem com qualquer imprevisto de âmbito técnico que possa comprometer o evento.

Demóstenes Solunga reiterou que a sua direcção trabalha com afinco no sentido de garantir os meios logísticos e técnicos para que a prestação do representantes continue a ser marcada por elevados índices de produtividade em todas as provas domésticas.

Demóstenes Solunga reiterou a disponibilidade do campo da Força Aérea para as demais equipas que necessitem de efectuar sessões de treinos, tal como sucede em vésperas das grandes provas do campeonato nacional de Fosso Olímpico.

Com a oitava e última jornada marcada para 19 e 20 de Novembro, na província da Huila, o torneio amistoso do Interclube serve de testes para apurar a precisão do disparo sobre o alvo em movimento. Por outro lado, as novas infra-estruturas de topo de gama do clube da Polícia Nacional apresenta um valor acrescentado que se reflecte na perícia dos atiradores.

Apesar dos atletas da Força Aérea Nacional, Celso Teixeira, Hildebrande Oliveira, Pigui Chaves, Paulo Alves, Orlando Teixeira, entre os demais, estarem a fazer uma participação modesta no Nacional de Fosso Olímpico, Demóstenes Solunga faz uma avaliação positiva sobre a época'2016. A regularidade com que se têm pautado constitui no indicador.

Questionado sobre o desempenho da actual direcção da Federação Angolana de Tiro, Demóstenes Solunga considerou de "positivo" o trabalho do elenco dirigido por Francisco Afonso "Hanga". O responsável justificou que, não obstante a actual crise económica, a direcção sempre procurou trabalhar em coordenação com os clubes para que a época fosse frutífera.

"Qualquer um de nós tem a plena consciência de que as dificuldades inerentes à conjuntura económica afectaram as equipas e o tiro, de uma forma geral. Daí, não podemos deixar de reconhecer que a direcção actual trabalhou com grande limitações", disse.

Demóstenes Solunga realçou que a direcção "só não fez mais, porque não dispunha de recursos para o efeito, mas ainda assim, as duas últimas épocas foram regulares".


CAMPO DE BENGUELA
Paulo Silva prestigia inauguração do fosso


O Campeão Nacional de Fosso Olímpico, Paulo Silva, confirmou a presença no torneio de inauguração do novo campo do Clube de Tiro e Pescas de Benguela, marcado para o dia 11 de Novembro, no quadro dos festejos alusivos ao 41º aniversário da independência nacional.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Paulo Silva mostrou-se regozijado por receber um convite especial da direcção do clube anfitrião para partilhar as pranchas com os melhores atletas nacionais, numa altura prestes a pôr termo à carreira desportiva.

Detentor da medalha de ouro no Campeonato Africano de Argel'2007, entre outras grandes proezas ao serviço da selecção nacional, o atirador do 1º de Agosto considera a inauguração de novas infra-estruturas, na cidade das acácias rubras, um sinal clarividente de que a província está prestes a retomar o estatuto de um dos maiores pólos da modalidade.

Paulo Silva justifica que a retirada paulatina da alta competição deve-se às responsabilidades profissionais e familiares que consumem a maior parte do tempo. O atleta "militar" garante a disponibilidade em transmitir a vasta experiência às gerações mais novas, de modo que o país continue a ser um dos dignos representantes da zona VI nas competições internacionais.

Indagado sobre a participação no torneio amistoso promovido pelo Interclube, Paulo Silva alegou compromissos de cariz profissional para justificar a impossibilidade de se deslocar a Luanda. Silva mostrou-se receptível para outras iniciativas.

"Fico satisfeito por notar que os clubes estão a tornar-se mais criativos, tal como sucede com o Interclube, que vai realizar um torneio brevemente. Não estarei presente por razões de força maior, porém, estou certo de que outras iniciativas do género vão ser materializadas sempre que houver disponibilidade", justificou Paulo Silva.


INFRA-ESTRUTURAS
Clube de Tiro de Benguela finaliza obra


A direcção do Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela trabalha nos detalhes da finalização das obras do novo campo de tiro, cuja inauguração está prevista para o dia 11 de Novembro, com a disputa de uma grande prova no quadro das celebrações do dia da independência nacional.

O secretário-geral do clube benguelense, João Peralta, dirigiu ontem os trabalhos que se cingiram no limar de arestas sobre os fossos. As máquina começam a ser instaladas a partir de segunda-feira próxima e o ensaio acontece cinco dias depois. 

João Peralta exteriorizou a satisfação pelo cumprimento do tempo estabelecido para a conclusão da infra-estrutura de dimensão olímpica. A alta qualidade é um pressuposto para a candidatura de Angola junto da Federação Internacional de Tiro Desportivo (ISSF, na sigla inglesa) para albergar o Campeonato Africano entre 2017 e 2018.

O responsável informou que os clubes nacionais e atiradores individuais foram convidados para fazer parte da grande festa. A direcção do clube prepara as condições administrativas junto das autoridades locais para que o programa seja enaltecido com uma audiência ao mais alto nível.

Com equipamentos da última geração e sistema de iluminação moderno, o Campo do Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela, no dizer de João Peralta, vem para marcar uma etapa sem precedentes na história da modalidade das espingardas em terras de O'mbaka, depois de um período sombrio que se arrastou por cerca de oito anos.

"É uma emoção olharmos para uma infra-estrutura com esta dimensão, quando no início do ano lançámos a primeira pedra. Isso nos leva em crer que com coragem e determinação é possível realizarmos os grandes objectivos. Todos aqueles que acreditaram nesta aposta, hoje, podem sentir-se orgulhoso. O desporto na província dá um passo de gigante", desabafou João Peralta.

Benguela é a terceira maior praça do tiro nacional, mas a desestruturação orgânica do Clube de Tiro Caça e Pescas causou o declínio dos atiradores no panorama nacional. Com a remodelação do clube e a eleição de novos corpos sociais, a agremiação está regenerada e a lançar as bases para um futuro promissor.


CENTRO E  SUL DO PAÍS
Novo fosso olímpico
alavanca atiradores


A inauguração do novo Fosso olímpico do Clube de Tiro Caça e Pescas de Benguela vai permitir uma presença mais condigna dos atiradores residentes na zona centro e Sul do país no Campeonato nacional de Fosso Olímpico a partir da época 2016. A constatação é do secretário-geral do clube benguelense, João Peralta.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Peralta garantiu que a nova infra-estrutura vai estar disponível para os atiradores com desempenho condicionado pela falta de meios das províncias circunvizinhas do Cuanza Sul, Huambo e Bié.

O dirigente reconhece que o advento vai ter benefício directos para a prata da casa e a infra-estrutura representa um avanço significativo para outras praças mais próximas. Com a inauguração, muitos atiradores vão poder participar com regularidade no campeonato nacional.

João Peralta acredita que a direcção da Federação Angolana de Tiro vai manter nas linhas de força a estreita colaboração com os clubes, de forma a facilitar a implantação de novos fossos olímpicos pelo país adentro. A perspectiva é alargar o número de competições internas, condição indispensável para alcançar a excelência no manuseio das espingardas.

O talento nato dos angolanos é uma constatação, mas não basta que o país seja brindado com uma natureza favorável para que os grandes resultados sejam alcançados, segundo João Peralta. O trabalho persistente é fundamental na formação de qualquer atleta.

"Na época preste a finalizar, tivemos como meta uma participação possível. Acredito que, com mais investimento no capital humano, vamos ter um campeonato nacional mais renhido a partir de 2017, que se vai solidificar nas épocas subsequentes", augurou  Peralta.
HELDER JEREMIAS