Jornal dos Desportos

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Cedrick reclama honorários

Helder Jeremias - 16 de Fevereiro, 2017

Basquetebolista norte-americano aguarda pagamento de restantes meses da última época

Fotografia: Jornal dos Desportos

O basquetebolista norte-americano Cedrick Wesley Isom exteriorizou ontem, em Luanda, o seu profundo descontentamento por aguardar o pagamento de oito meses de salário referentes à época 2015/2016, assim como o prémio de campeão nacional do BIC Basket e a direcção do 1º de Agosto recusa a dar-lhe explicação plausível sobre as reais causas.

Considerado um dos atletas mais influentes, enquanto vigorou o vínculo contratual com a equipa do Rio Seco, o atleta norte-americano, acompanhado do seu representante legal, Egas Viegas, informou ao Jornal dos Desportos que está a passar por momentos "muito difíceis da sua vida" pelo incumprimento dos acordos estabelecidos no âmbito da sua contratação. Em busca da solução, endereçou um ofício à Inspecção Geral do Trabalho a solicitar a mediação do diferendo.

O documento em posse do Jornal dos Desportos refere que o atleta e o clube 1º de Agosto celebraram um vínculo contratual para as épocas desportivas 2014/2015 e 2015/2016, no qual Cedrick Wesley Isom, nascido aos 4 de Julho de 1984, no Estado de Texas, residente no Bairro Maculusso, teria direito a remuneração global no valor de 500 mil dólares norte-americanos, transferidos na sua conta bancária domiciliada no Capital One Bank, nos Estados Unidos da América.

O contrato de trabalho cessou por caducidade e o clube 1º de Agosto apenas cumpriu com os pagamentos referentes à primeira época. No segundo ano, a equipa militar efectuou a remuneração apenas de três meses.

Isom aguarda os restantes oito meses de salários (equivalentes a 182 mil dólares norte-americanos), mais 15 mil dólares correspondentes ao prémio pela conquista do título e 25 mil dólares para as despesas de agenciamento da época 2015/2016 que perfazem a dívida total da agremiação militar para com o atleta em 222.000.00 (Duzentos e vinte e dois mil dólares norte-americanos), de acordo com o ofício.

O jogador informou que o 1º de Agosto efectuou um transferência bancária para a sua conta domiciliada no BFA no valor de 6.750.000,00 (seis milhões setecentos e cinquenta mil kwanzas), quantia que foi imediatamente devolvido por se tratar de uma violação das cláusulas contratuais.

"De salientar que o 1º de Agosto tem conhecimento das suas obrigações para com o atleta, razão pela qual fez chegar certos documentos ao mesmo, em que atesta eventuais transferências. Todavia, por razões desconhecidas, este ainda não recebeu na sua conta os valores em falta no total de 222.000,00 (duzentos e dois mil dólares norte-americanos)", lê-se no ofício.

"Quanto à pretensão da requerida em não cumprir com a sua obrigação de pagamento das remunerações do requerente, conforme aludido, traduz-se numa manifesta violação da Lei Geral do Trabalho e contrato celebrado entre as partes", conclui o documento. O Jornal dos Desportos contactou o Director Geral do 1º de Agosto, Fernando Barbosa "Barbozinha", para apurar o facto, tendo o responsável frisado que não lhe compete aflorar qualquer aspecto relativo a essa questão, porquanto se trata de algo a ser resolvido nos canais apropriados entre o atleta e a direcção do clube.

BIC BASKET
Libolo e Petro dominam estatísticas


O Clube Desportivo e Recreativo do Libolo continua a incorporar substancial espectro competitivo na sua campanha rumo ao resgate do título nacional da maior competição doméstica de basquetebol, depois de terminar a segunda volta do Campeonato Nacional (BIC BASKET) no topo da tabela classificativa com 28 pontos, mercê de 14 triunfos.

A equipa de Calulo é secundada na tabela de classificação pelo Atlético Petróleos de Luanda com 25 pontos, mercê de 11 vitórias e três derrotas. O 1º de Agosto é o terceiro classificado também com 25 pontos resultantes de 11 triunfos e três percalços. A equipa às ordens de Hugo Lopes tem sido pouco flexível para os adversários, sobretudo, quando se tratam de partidas com palco no seu habitat, ou seja, no pavilhão do Dream Space, localizado no Kikuxe.

Em casa, a equipa goza de uma prestável influência do seu público. Que o diga o 1º de Agosto, treinado pelo técnico Ricardo Casas, que voltou a consentir derrota de 103-94, desta feita pontuável para a sétima jornada, depois de ter sido batido no Pavilhão Vitorino Cunha na primeira volta.
A equipa de Calulo tem uma safra de 1308 pontos convertidos, contra 1050 sofridos, o que lhe confere a qualidade do segundo melhor ataque.

O Atlético Petróleos de Luanda, que na sétima jornada obteve um triunfo frente a modesta Universidade Lusíada (81-51), revela-se mais incisivo por ter nas suas contas mais dois pontos de vantagem convertidos (1310), quando se mostra mais permissiva no sector defensivo. A equipa do Eixo-viário sofreu 1112 pontos.

Os militares do Rio Seco detêm o terceiro ataque mais produtivo, mercê dos favoráveis 1279 pontos, mas apresentam uma defesa menos permissiva em relação aos dois primeiros classificados. O 1º de Agosto consentiu 1051 pontos. O Interclube de Alberto Babo, que vem de uma derrota diante da Marinha de Guerra (82-84) e de um triunfo no duelo com o Progresso Sambizanga (84-60), completou 21 pontos na tabela geral, resultantes de sete vitórias e igual número de derrotas. Converteu 1090 pontos e admitiu 1003.

O Progresso Sambizanga, com 20 pontos, apenas venceu cinco das 15 partidas disputadas. Marcou 1062 pontos e sofreu 1177. A Marinha de Guerra, com 19 pontos, obteve seis vitórias e  sete derrotas. Fez 1009 pontos convertidos e 1041 sofridos. O Vila Clotilde tem na sua conta 1027 pontos convertidos, contra 1298 desfavoráveis.

Tem quatro vitórias em 15 jogos. O Atlético Sport Aviação ocupa a penúltima posição com 18 pontos, resultante de 987 pontos convertidos e 1119 sofridos..
A Universidade Lusíada foi a menos produtiva do grupo. Venceu em duas ocasiões das 14 em que jogou, converteu 826 pontos e permitiu 1039.
HJ

NBA
Magic Johnson quer
Bryant nos Lakers


Contratado recentemente como consultor do Los Angeles Lakers, Magic Johnson indicou qual seria uma das suas prioridades se tivesse o poder nas suas mãos: ligar para Kobe Bryant e convidá-lo para trabalhar nos Lakers. "A primeira ligação que faria se estivesse no comando? Kobe Bryant. Porque Kobe entende sobre ganhar. Entende, também, sobre jogadores. Então, ligaria e lhe diria: 'qual cargo quer, amigo? Se tem um dia, e dê-me este dia'", disse, durante comentário em transmissão na ESPN.

"A qualquer tempo que quisesse. Quero que Bryant venha fazer parte disso", completou Magic Johnson, que segundo o anúncio quando contratado vai ajudar em todas as áreas possíveis – novos negócios, parte técnica, gestão, etc.

Magic Johnson é um dos maiores ídolos da história do Los Angeles Lakers, assim como Kobe Bryant, que se aposentou ao final da última época da NBA.
Uma das mais vitoriosas da história da principal liga norte-americana de basquetebol, a equipa vive grande crise dentro das quadras. Na actual época, os Lakers têm 19 vitórias e 38 derrotas e ocupa a penúltima classificação da Conferência Oeste.

PUNIÇÃO
Charles Oakley
regressa a NY

Durou pouco a punição imposta pelo New York Knicks a Charles Oakley, ex-jogador da equipa. O afastamento de Oakley nas partidas da equipa foi derrubada nesta terça-feira, menos de uma semana após ser anunciada pela equipa, de acordo com os canais de TV ESPN nos EUA.

Na última quinta-feira, Oakley envolveu-se num bate-boca no Madison Square Garden durante a partida entre New York Knicks e Los Angeles Clippers. Os Clippers venceram por 119 a 115. A luta valeu ao ex-jogador uma punição. James Dolan, o dono dos Knicks, anunciou na última sexta-feira o afastamento do ex-jogador.

"Não é necessariamente um banimento vitalício. Queremos manter o Garden seguro para todos que vão lá", disse Dolan na ocasião. Ainda não há uma explicação oficial para o bate-boca. Funcionários dos Knicks alegam que Oakley estava agitado na partida e gritava obscenidades contra James Dolan, segundo o site Huffington Post.

Embora o ex-jogador tenha sido levado a uma delegacia, a pena foi encerrada nesta terça-feira. A informação foi divulgada à ESPN por uma fonte ligada à administração do Madison Square Garden.

A suposta decisão chega um dia depois do encontro de Dolan e Oakley com Adam Silver, comissário da NBA. Em nota, Silver disse que os dois "pediram desculpas sobre o incidente e comentários subsequentes, além do impacto negativo sobre os Knicks e a NBA".