Jornal dos Desportos

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César Fidalgo é aposta do Naval

Rosa Napoleão - 27 de Junho, 2014

César Fidalgo é a principal esperança do Clube Naval de Luanda

Fotografia: Jornal dos Desportos

Com o fim de contrato de Pacavira Fortunato e Nelson Henriques, expoentes da canoagem nacional, o Clube Naval de Luanda vai à competição nacional em circunstâncias iguais às do 1º de Agosto e do Clube Náutico da Ilha de Luanda. No entanto, aos braços de César Fidalgo está entregue a honra do Clube Naval.

César Fidalgo assume também as funções de treinador principal do CNL, depois de Francisco Freire abdicar do cargo. Esse último assume as funções de vice-presidente da Federação Angolana de Desportos Náuticos para a canoagem e criava conflitos no exercício das funções.

A competição nacional vai ser disputada na Baía de Luanda nas categorias de juniores e seniores nas modalidades de canoa (C1) e caiaque (C2), nas distâncias que variam entre os 200 e 1.000 metros (masculinos) e na classe feminina, 200 e 500 metros.

O título nacional pertence ao Clube Naval de Luanda nas duas classes (masculinos e femininos).

PACAVIRA E NELSON
IMPEDIDOS DE TREINAR

Depois da desvinculação do Clube Naval de Luanda, Fortunato Pacavira e Nelson Henriques encontraram aposento no Onda Sport Clube, a mais nova agremiação desportiva de Luanda. A não-inscrição do clube na Federação Angolana de Desportos Náuticos está a pesar na carreira dos dois atletas.

Fortunato Pacavira e Nelson Henriques estão impedidos de treinar com os novos equipamentos afectos à Federação. A situação está a criar constrangimentos aos atletas.

O Jornal dos Desportos apurou que as canoas novas foram disponibilizados à Federação Angolana dos Desportos Náuticos como resultado da boa prestação dos dois atletas (Pacavira e Nelson) nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e nos campeonatos do mundo e africano.

A interdição imposta pela Federação a Fortunato Pacavira e Nelson Henriques está a levantar problemas no seio da colectividade que pratica a canoagem em Luanda. Atletas dos dois principais clubes estão solidários com os "ídolos" e discordam da interdição. As vozes apontam para uma revisão da decisão para permitir aos dois atletas do Onda Sport Clube beneficiarem dos meios (canoas) para treinarem. "A final, as canoas só chegaram à Federação Angolana graças ao esforço dos dois atletas mais famosos nas competições internacionais", defendem os atletas.