Jornal dos Desportos

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Charline Van Snick nega consumo de cocaína

31 de Outubro, 2013

A sanção, mesmo em caso de contacto isolado e involuntário, pode variar entre uma reprimenda a uma suspensão de dois anos, avisou o advogado da belga.

Fotografia: AFP

A judoca belga Charline van Snick, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres (-48 kg), negou na passada terça-feira, que alguma vez tenha consumido cocaína, depois do controlo antidoping positivo nos Mundiais de Agosto, nos quais também foi terceira classificada. “Charline não é uma consumidora de cocaína.

As análises atestam que ela foi exposta de forma isolada e involuntária a esse produto” afirmou Jan Tytgat, professor de toxicologia e farmacologia da Universidade de Lauvain, que está a ajudar a belga a provar a sua inocência. Numa conferência de imprensa, em que acompanhou a atleta, Tytgat explicou que “o primeiro exame toxicológico, compreendeu o período de 10 de Agosto a 10 de Outubro, revelou a presença de 2,3 picogramas de cocaína por miligrama. O que representa 200 vezes menos do que o limite habitual para demonstrar o consumo regular”.

“Um segundo exame ao cabelo, referente ao período entre Junho de 2011 e Agosto de 2013, não revelou quaisquer indícios de cocaína”, continuou o professor de Toxicologia. A judoca mostrou-se incrédula com a situação: “Eu não entendo o que me está a acontecer. Eu nunca consumi cocaína na vida. Fui submetida a controlo nos campeonatos anteriores e o resultado foi sempre negativo. Fui ao Brasil para ganhar uma medalha e sabia que ia ser controlada. Quem me conhece, sabe que eu nunca ia fazer uma coisa semelhante”. Van Snick, medalha de bronze nos Mundiais do Rio de Janeiro, encontra-se, ainda, à espera dos resultados da amostra B. A sanção, mesmo em caso de contacto isolado e involuntário, pode variar entre uma reprimenda a uma suspensão de dois anos, avisou o advogado da belga.