Jornal dos Desportos

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Chefe da Ducati critica o veto

06 de Julho, 2016

Chefe da Ducati avaliou que as fábricas rivais usaram a segurança como desculpa

Fotografia: AFP

Gigi Dall’Igna não ficou nada satisfeito com o veto das asas aerodinâmicas a partir de 2017. O chefe da Ducati lembrou que o recurso foi copiado das fábricas rivais e depois vetado.

Durante a passagem do Mundial por Assen, a Comissão de GP decidiu repetir o que já tinha feito com Moto3 e Moto2 e vetar o uso das asas aerodinâmicas. O recurso continua permitido em 2016, mas não pode ser utilizado a partir da próxima época.

“A partir do próximo ano, não poderemos usá-las. Primeiro, os nossos rivais copiaram-nos, depois, pressionaram para mudar o regulamento”, disse Dall’Igna.
O chefe de Ducati esclareceu que as equipas adversárias apresentam avanços, mas procuraram desactivar a tecnologia para penalizar o seu grupo.

“A minha sensação é que mesmo a vermos a Ducati à frente, em termos aerodinâmicos, quiseram penalizar-nos ao usar a segurança como uma desculpa ridícula”, disparou.Na visão de Dall’Igna, as asas tornam as motos mais seguras, uma vez que mantém a roda dianteira em constante contacto com o chão.

“Acreditamos que as asas tornam a moto mais segura, não o contrário. Elas mantêm a roda dianteira colada no chão e melhoram a dirigibilidade”, explicou.
No encalço de explicação, o responsável ressaltou que “tiveram alguns acidentes no passado e os pilotos envolvidos nunca se machucaram".

"A segurança foi usada como uma desculpa por aqueles que queriam penalizar-nos”, insistiu. Mesmo sem a inovação, Gigi mostrou-se confiante na capacidade da Ducati de produzir uma boa moto para 2017.

“Tenho a certeza de que no próximo ano, vamos ter uma moto competitiva, ainda que sem as asas”, afirmou Dall’Igna.
Apesar do ano difícil, marcado por muitas quedas de Andrea Iannone e Andrea Dovizioso, o chefe da Ducati ressalta que a vitória continua a ser a meta para 2016.“A vitória ainda é a nossa meta, acredito que é possível embora difícil, porque o nível dos nossos rivais é muito alto. Mas não nos sentimos inferior, nem em termos de pilotos e nem como fábrica”, comentou.

Questionado se está satisfeito com o andamento da época, Dall’Igna respondeu: “Nunca estaremos felizes até que vençamos uma corrida e aí o campeonato. Prometo que farei tudo que sou capaz para deixar os ducatisti ao redor do mundo feliz”.

ÉPOCA'2016 
Pedrosa revela
dificuldades


Dani Pedrosa está longe da sua melhor forma. Em dificuldades com a moto da Honda,  também com os pneus Michelin, o espanhol exibe uma sequência de performances apagadas,  tem como melhor resultado no ano, os terceiros lugares da Argentina e da Catalunha.

Apesar da má fase, Dani tem o quarto lugar no Mundial, 59 pontos atrás de Marc Márquez, o líder da disputa, e apenas 17 atrás de Valentino Rossi, o terceiro classificado.Com o aproximar da metade da época, Dani reconheceu que nunca teve tanta dificuldade para andar entre os primeiros classificados, na MotoGP.

“Sofro muito para sair das curvas, porque a moto não se comporta como quero, e isso, influi em um dos meus pontos mais fortes, que é precisamente a saída das curvas”, disse Pedrosa.

Face à dificuldade, Pedrosa reconheceu: “Nunca me tinha custado tanto andar à frente”. Ainda assim, Dani Pedrosa destacou que o lado positivo, é que isso acontece num momento em que é um piloto mais hábil, capaz de adaptar-se às dificuldades.

“O lado bom é que esses problemas acontecem num momento em que sou muito mais polivalente como piloto”, observou.
“Antes, custava muito para adaptar-me, não podia pilotar se a moto não estivesse perfeita”, reconheceu.

DISCIPLINA
Lorenzo valoriza
tendência de vida


Não é difícil perceber a mudança, nos tempos, no desporto a motor. Antes, era normal ver pilotos a fumar, beber e dançar. Hoje, a imagem de um competidor com um cigarro na mão, é um escândalo. Nesses tempos mais disciplinados, os pilotos precisam de manter uma alimentação saudável, uma rotina de exercícios de super-atletas e um comportamento exemplar.

Em declarações à publicação italiana ‘GPOne’, Jorge Lorenzo afirmou que mesmo nesta era mais disciplinada, ainda é possível gozar a vida, mas de uma maneira completamente diferente, de como faziam os pilotos, James Hunt e Barry Sheene, por exemplo.

“Tenho a oportunidade de aproveitar a vida e tudo que tem de bom, mas a minha ambição e o meu perfeccionismo, não permitem que curta completamente. Quero extrair o melhor de mim, o melhor resultado e o melhor da minha carreira”, disse Lorenzo.

O espanhol da Repsol contou que "isso, faz com que não tenha muito tempo". A título de exemplo, esclareceu: "No início da minha carreira, não fazia festas depois da vitória. Hoje, faço alguma coisa no motorhome, tomamos algumas cervejas, tem música, dançamos com a equipa”, contou.
“Fora isso, a minha vida é como a de um budista! Não é como se imagina um piloto dos anos 70, como Barry Sheene ou James Hunt. Se vive assim, não pode estar no topo!”, resumiu.

“É uma era diferente. Não é possível gozar as coisas como no passado, se quer vencer e lutar pelo campeonato”, justificou.