Jornal dos Desportos

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Chefe da Honda v performance

12 de Outubro, 2017

O chefe de projecto da marca de Sakura para a F1 entende que no apenas a performance mas sobretudo a confiabilidade evoluu muito

Fotografia: AFP

Yusuke Hasegawa entende que a performance do motor Honda melhorou bastante ao longo do ano, mas, principalmente, a confiabilidade vem se tornando cada vez maior com a adopção da chamada especificação 3, desde o GP do Azerbaijão. O chefe de projecto da marca de Sakura destacou a mudança de conceito do motor, aproximando a Honda não só da Renault, mas também de Ferrari e Mercedes.
Restando quatro corridas para o fim da fracassada parceria com a McLaren, a Honda enxerga uma luz no fim do túnel para o futuro. A notória evolução no motor, comprovada com a melhora no desempenho de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne nas últimas provas da temporada, empolgam Yusuke Hasegawa.
O chefe de projecto da marca de Sakura para a F1 entende que não apenas a performance, mas sobretudo a confiabilidade evoluíram muito, a ponto de ver o desempenho global da unidade de potência cada vez mais próximo ao da Renault.
Desde o GP do Azerbaijão, quando a Honda trouxe a chamada especificação 3 do seu motor, as quebras tornaram-se cada vez mais raras, ainda que a performance ainda estivesse num patamar inferior em relação às outras fabricantes, como Renault, Mercedes e Ferrari.
Mas as novas evoluções permitiram que Alonso e Vandoorne entrassem com mais frequência no Q3 no grupo dos dez mais rápidos dos treinos classificatórios. O belga encaixou dois sétimos lugares seguidos, nos GPs de Singapura e da Malásia.
 Embora saiba que ainda há muito por vir, Hasegawa mostra satisfação com o crescimento alcançado pela Honda, prestes a equipar a Toro Rosso pelas próximas três temporadas na F1.
\"Desde o começo da temporada, nós viemos melhorando a unidade de potência, não somente em termos de performance, mas também em confiabilidade. Desde que introduzimos a especificação 3.5 do motor, acho que o nível de desempenho é muito próximo ao da Renault”, comentou o engenheiro japonês em entrevista à revista britânica ‘Autosport’.
 “Não posso dizer que é melhor que a Renault, mas o importante é que a confiabilidade é muito melhor”, destacou Hasegawa. “Ainda não estamos próximos o bastante, mas a diferença é muito menor na comparação com o ano passado e o primeiro ano”, complementou Yusuke.
 Uma das razões para a melhora da Honda, na visão do chefe do projecto, foi a mudança no conceito em relação às duas últimas temporadas. Para a actual temporada, a fábrica de Sakura optou por um projecto mais parecido com os das outras fornecedoras da F1. E é com esse conceito que a Honda vai continuar no ano que vem, quando confia em alcançar as rivais.

OS MAIS RÁPIDOS
Pirelli revela escolhas de pneus para GP

Tanto Lewis Hamilton como Sebastian Vettel vão contar com sete jogos de pneus ultramacios, os mais rápidos que a Pirelli vai disponibilizar para o fim de semana em Austin, entre 20 e 22 de Outubro. Mercedes, Ferrari e Red Bull não ousaram tanto, diferente de Williams e McLaren, com suas duplas de pilotos optando por nove jogos de ultramacios.
Dias depois da vitória de Lewis Hamilton no GP do Japão, a F1 já se prepara para a disputa do GP dos Estados Unidos, entre 20 e 22 de Outubro, no Circuito das Américas, em Austin, no Texas.
A Pirelli, fornecedora oficial de pneus da F1, divulgou as escolhas de cada piloto para a etapa norte-americana, com pouca variação entre os líderes do campeonato, Hamilton e Sebastian Vettel, 59 pontos atrás do rival depois de ter sofrido um novo revés na temporada. Caso some 16 pontos a mais que Vettel e quatro a mais que Valtteri Bottas no Texas, Hamilton vai comemorar o tetracampeonato na etapa americana do Mundial.
 A Pirelli vai levar ao Texas sua gama mais macia de pneus, com os macios, supermacios e os ultramacios. Hamilton optou por uma combinação mais conservadora e vai a Austin com três jogos de macios, três de supermacios e outros sete de ultramacios dentre os 13 jogos disponibilizados para o fim de semana. Por sua vez, Vettel optou por dois jogos de macios, quatro de supermacios, além dos sete de ultramacios.